Política
Portos do Arco Norte assumirão liderança nas exportações e Diego cobra definição sobre BR
O deputado Diego Guimarães (Republicanos) voltou a cobrar celeridade nas discussões sobre a melhor alternativa para a duplicação do trecho norte da BR-163, entre Sinop e a divisa com o Pará. Ele destacou que dados recentes publicados pela Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport) mostram que em cinco anos os portos do chamado Arco Norte serão a principal forma de exportação dos produtos brasileiros, aumentando ainda mais o tráfego na via.
Na avaliação do parlamentar, diante do prazo necessário para que as obras de duplicação sejam concluídas, é fundamental que as tratativas sobre como isso se dará sejam céleres e efetivas. “Todas as semanas, pessoas morrem neste trecho da rodovia que não é duplicado, tem um alto volume de veículos, sobretudo caminhões, e é importante na ligação dos municípios da região. Estas vidas não voltam. Precisamos transformar a rodovia da morte na rodovia da vida, do desenvolvimento”.
Para o parlamentar, os dados revelados pela Amport só aumentam a necessidade de que o tema avance. Segundo a entidade, os portos do Arco Norte concentram atualmente 43% das exportações brasileiras, um crescimento de 30 pontos percentuais em relação a 2008, quando 13% dos produtos produzidos no Brasil eram escoados por estes portos. Diante do crescimento verificado no período, até 2029 espera-se que o percentual ultrapasse os 50%.
“E isso significa que o volume de veículos que trafega por este trecho vai seguir crescendo, gerando mais desconforto, mais insegurança e mais acidentes para a população. Já há estudos da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] que confirmam que o volume de tráfego na BR-163 já justifica a duplicação. O que precisamos mesmo agora é avançar”, destacou.
Atualmente, duas hipóteses são debatidas. Uma delas é que a Via Brasil, concessionária que administra o trecho, renegocie o contrato atual, alongando o período de concessão e incluindo o cronograma para a execução da duplicação. Outra hipótese é o Governo de Mato Grosso, a exemplo do que já fez no trecho da divisa de Mato Grosso do Sul até Sinop, assuma a concessão e execute a obra. O importante não é quem vai fazer, é que esta duplicação saia do papel”, finalizou o parlamentar.
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