Polícia
PRFs devem começar a usar câmeras corporais em 2025: Resposta à sociedade
Os testes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com as câmeras corporais foram aprovados e o uso do equipamento nas fardas dos policiais deve começar já em 2025. A informação é do superintendente da PRF em Mato Grosso, Arthur Nogueira.
Em 2024, Sorriso (a 420 km de Cuiabá) foi uma das cinco unidades da PRF no país que fizeram parte dos testes da corporação. Além do município mato-grossense, também foram realizados testes em São José (SC), Uberlândia (MG), Cascavel (PR) e Araguaína (TO).
PRF

Com o uso das câmeras aprovado, a implementação nas outras unidades deve acontecer em breve. “O período do projeto já foi concluso, o relatório será encaminhado agora ao Ministério da Justiça”, afirma.
“O que se sabe é que já tem o equipamento definido e que o estado de Sergipe será o primeiro a receber as câmeras corporais, pela questão que ocorreu do Genivaldo [de Jesus Santos, morto durante uma abordagem na BR-101, em Umbaúba (ES), em maio de 2022], a gente vai dar essa resposta à sociedade. O estado de Sergipe também é um estado com quatro delegacias, é um estado pequeno, e será o primeiro exatamente por essas condições mais favoráveis”, acrescenta.
Ainda conforme o superintendente, quando as câmeras vierem para Mato Grosso, serão implementadas em todas as cidades. “Um estado como Mato Grosso, onde se tem 5.800 km, 7 delegacias, 15 unidades operacionais, requer uma implementação mais à frente do que os estados menores que serão implementados primeiramente”, completa.
Em 2023, foi iniciado o Projeto de Implantação das Câmeras Policiais, com metodologia e estudos científicos. O coordenador dos trabalhos e gerente do Projeto da Polícia Rodoviária Federal, Luciano Fernandes, explica que a necessidade do uso de câmeras corporais e veiculares decorre do processo de modernização da instituição e da política de transparência da Administração Pública Federal.
Entre os principais benefícios da tecnologia, a PRF destaca o aumento da transparência e da responsabilidade nas operações policiais; a melhoria da qualidade das provas coletadas durante o combate ao crime, atendimento de acidentes e fiscalização de trânsito; a proteção legal e redução das reclamações contra os agentes públicos; e o aumento da integridade física dos policiais e cidadãos abordados.
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