Polícia
Professor da UFMT é indiciado pela Polícia Civil por assédio sexual e constrangimento ilegal
A Polícia Civil concluiu dois inquéritos que investigavam o professor universitário e maestro Oliver Yoshio Umeda Yatsugafu, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por crimes praticados contra 3 mulheres ligadas a atividades acadêmicas e musicais da instituição. Ao final das investigações, ele foi indiciado por assédio sexual e constrangimento ilegal.
O primeiro inquérito apurou uma denúncia de assédio sexual contra uma estudante de Música, de 21 anos, integrante de um projeto de extensão coordenado pelo maestro.
Durante as investigações, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) ouviu familiares, colegas da vítima e pessoas ligadas ao ambiente universitário. Segundo a Polícia Civil, os depoimentos reforçaram o relato de abalo emocional da estudante e apontaram comportamentos considerados invasivos e abordagens diferenciadas por parte do professor.
Em depoimento, Oliver negou as acusações. Apesar da negativa, a investigação concluiu haver indícios da prática, em tese, do crime de assédio sexual. O maestro foi indiciado com base no artigo 216-A do Código Penal.
Mulheres relataram que foram impedidas de deixar sala
O segundo inquérito investigou um episódio ocorrido em novembro de 2025, envolvendo duas musicistas, de 23 e 39 anos.
Conforme a investigação, elas foram chamadas pelo professor para uma reunião antes de um ensaio no Departamento de Artes da UFMT.
Durante o encontro, o investigado teria pedido que as duas convencessem a estudante que denunciou o suposto assédio a retornar às atividades do projeto musical.
Segundo a Polícia Civil, durante a conversa, o professor teria se posicionado em frente à porta da sala, impedindo que as mulheres deixassem o local por cerca de 3 minutos. Após conseguirem sair, elas buscaram abrigo em outro espaço da universidade, onde foram encontradas nervosas e emocionalmente abaladas.
O maestro também negou essa acusação, afirmando que a reunião tratava apenas de assuntos relacionados ao projeto musical. Ao concluir o inquérito, a DEDM entendeu haver elementos para indiciá-lo pelo crime de constrangimento ilegal, previsto no artigo 146 do Código Penal.
Os dois inquéritos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que irão analisar o caso e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia. O procedimento referente ao assédio sexual foi protocolado em 28 de janeiro de 2026, enquanto o inquérito sobre constrangimento ilegal foi remetido à Justiça em 22 de junho deste ano.
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