Opinião
Semana nacional do migrante
Deusdédit de Almeida
O Serviço pastoral para Migrante (SPM) de Cuiabá, organismo de serviço humanitário dirigido pelos Padres Scalabrinianos (Carlistas) e vinculado à arquidiocese de Cuiabá, promoverá, de 15 a 22 de junho, a 40ª semana nacional do Migrante. O tema deste ano está relacionado com o pensamento do ano jubilar: “MIGRAÇÃO E ESPERANAÇA, e lema: SEMPRE NO CAMINHO COM OS MIGRANTES.”
A abertura da semana será com a missa na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus, às 09H. A semana do migrante busca sensibilizar a sociedade e as comunidades cristãs, sobre a angustiante situação de nossos migrantes: Haitianos, Venezuelanos e os grupos indígenas de etnia Warao.
O manifesto bíblico em favor da migração está no evangelho de S. Mateus: “vinde, benditos de meu Pai, para herdar o reino preparado pra vós… por que era migrante e me acolhestes” (Mt 25, 34-35). Em relação ao tema lembramos que migrar e esperançar se cruzam e se completam. Ambas exigem o exercício da coragem, da persistência e da resistência. Porquanto, o migrante é antes de tudo um valente e corajoso. Hoje, milhões de pessoas ao redor do mundo continuam sendo forçadas a migar em busca de uma vida digna.
Muitos migrantes são forçados a migra por causa da violência, conflitos, guerras e perigos relacionados aos eventos extremos climáticos ou crise socioambiental. O magno e complexo problema da migração, que desenraizando pessoas e famílias de seu ambiente social e religioso, as tornam extremadamente vulneráveis, no anonimato, à pobreza, à ausência de espírito comunitário e à indiferença religiosa.
O nosso sacrossanto livro da Bíblia faz referência aos pobres de javé (hebraico: anawins, os pobres Deus), formados por três categorias sociais: Os órfãos (sem família), as viúvas (sem descendência) e os estrangeiros (sem-pátria). Conforme a Escritura, estes pobres e vulneráveis são os preferidos do coração de Deus. Portanto, acolher o migrante é ato de caridade cristã que atrai as bênçãos de Deus.
Além do acolhimento e da escuta aos migrantes, devemos ajudá-los processo de integração na cultura local, através do encaminhamento para o mercado de trabalho, para escolarização e para o cultivo da fé nas Igrejas. Olhando para o mundo observamos que as economias dos vários Países são alavancadas e enriquecidas pelos migrantes, os quais carregam em suas bagagens culturais: conhecimentos científicos, experiências laborais, experiências agrícolas, força de trabalho e outros valores humanos e espirituais de próprios de cada grupo humano. Por isso, no processo migratório há um verdadeiro intercâmbio de dons e interação cultural.
Os migrantes têm muito a oferecer. Estamos acompanhando pelas mídias sociais os recentes conflitos que estouraram no EUA causados pela implacável perseguição aos imigrantes. Os analistas dizem que sem a presença dos imigrantes a economia americana crescerá menos e pode entrar em recessão.
Assim disse Scalabrini: “para o migrante a Pátria é a terra que lhe dá o pão”. Porquanto, o mundo é uma grande família. Portanto, a nossa casa comum. Por isso, migrar é um direito da pessoa humana! Parabéns ao Serviço de Pastoral do Migrante pelos 40 anos de admirável trabalho junto aos migrantes em Cuiabá.
Deusdédit de Almeida é sacerdote Diocesano e trabalha na Catedral de Cuiabá.
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