Economia

Sicredi disponibiliza R$ 66,5 bilhões no Plano Safra 2024/2025

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Produtores rurais associados do Sicredi em todo o País terão R$ 66,5 bilhões para desenvolver suas atividades no Plano Safra 2024/2025. O montante, destinado para custeio, investimento, comercialização e industrialização, é 17% superior ao valor concedido no ciclo 2023/2024, quando foram R$ 56,9 bilhões. Para esta temporada, que inicia no dia 1º de julho e segue até 30 de junho do ano que vem, a previsão é realizar 353 mil operações. Nesta quarta-feira (03.07), o governo federal anunciou o volume de recursos disponível para este ciclo, de R$ 400,59 bilhões para agricultura e pecuária empresarial brasileiras, 10% a mais que a do Plano Safra anterior. Os produtores rurais vão contar também com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR), que são complementares aos incentivos do novo Plano Safra. No total são R$ 508,59 bilhões para o desenvolvimento do agro nacional.

O Sicredi é a 2ªaior instituição financeira em carteira agro do Brasil, totalizando R$ 87,4 bilhões de saldo. Está presente em todo o País, com mais de 2,7 mil agências atendendo em cerca de duas mil cidades. Em mais de 200 delas é a única instituição financeira presente fisicamente. Tem uma antiga e importante relação com o agronegócio e ao longo de 121 anos de história apoia os associados nas mais diferentes localidades, culturas agrícolas e criações de animais, da agricultura familiar ao grande produtor rural.

Nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e algumas cidades de Goiás, o Sicredi vai disponibilizar R$ 16,533 bilhões em recursos. Na comparação com o volume concedido no Plano Safra anterior, de R$ 14,768 bilhões, o valor é 12% maior. Com relação à finalidade dos recursos, a estimativa é que 80% sejam destinados para custeio, 10% para investimentos e o restante dividido entre industrialização e comercialização da safra.

Os produtores rurais também podem acessar recursos via Cédula do Produtor Rural (CPR) e moeda estrangeira, com demanda crescente nos últimos anos. “Mais um ano safra começa e o Sicredi está preparado para atender os produtores rurais neste momento. E tão importante quanto a concessão de crédito, a fase do planejamento é essencial, em cuja etapa também estamos presentes e próximos dos associados. Nossos gerentes fazem um trabalho prévio e estão à disposição deles para ajudar a tomar a melhor decisão para o negócio”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.

Os associados que ainda não fizeram contato com o gerente de negócios podem procurar sua agência e conversar. Em Mato Grosso são mais de 180 agências, espalhadas por cerca de 130 cidades. Também podem ter mais informações pelos canais digitais como internet banking, aplicativo do Sicredi, pelo whatsapp 51 3358-4770 e também no site  www.sicredi.com.br.

Balanço da Safra 2023/2024

No Plano Safra 2023/2024, o Sicredi liberou R$ 56,9 bilhões em recursos, com mais de 320 mil operações em todo o País. Nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Amapá e algumas cidades de Goiás, as cooperativas concederam R$ 14,7 bilhões para custeio, investimento e comercialização (até maio). O montante é 8% maior que o liberado em todo o ano safra anterior, que somou R$ 13,6 bilhões. Os recursos foram utilizados por mais de 33 mil associados, em mais de 73 mil operações realizadas nesses estados. As contratações de CPR somaram R$ 2,646 bilhões e moeda estrangeira totalizaram R$ 2,557 bilhões.

No detalhamento dos dados, do total concedido, pequenos e médios produtores foram responsáveis pela contratação de R$ 5,191 bilhões, sendo R$ 2,819 bilhões pelos médios produtores e R$ 2,372 bilhões pelos agricultores familiares. Foram mais de 61,3 mil operações para esse público, que respondeu por 84% do total de operações realizadas na última safra na região. Os produtores de grande porte contrataram R$ 9,576 bilhões.

No recorte por finalidade, dos R$ 14,7 bilhões concedidos, R$ 11,6 bilhões foram para custeio (78%) e R$ 2,9 bilhões (20%) para investimentos. Comercialização e industrialização responderam, juntos, por cerca de R$ 28 milhões.

Com esse desempenho, o Sicredi registra uma carteira agro de R$ 24,048 bilhões no ano safra 2023/2024 (até maio) nesses estados, avanço de 26,6% sobre o saldo registrado no último ciclo, quando estava em R$ 18,981 bilhões. “É importante lembrar que não é só com crédito que os produtores rurais associados podem contar com as cooperativas do Sicredi. Também podem fazer suas aplicações e investimentos, com auxílio e orientação de nossos gerentes, que são especialistas”, afirma o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Centro Norte, Ezio Almeida.

Ele emenda dizendo que quanto mais os associados usam a cooperativa, mais contribuem para o fortalecimento dela, promovendo o desenvolvimento local e o ciclo virtuoso. “As captações feitas pelas cooperativas ajudam a aumentar a disponibilidade de recursos, que são emprestados aos associados da região”, completa Almeida. Para o público agro também estão disponíveis seguros rural e agrícola, seguro de vida, consórcios, crédito para energia solar, inovação, entre outros.

Sondagem de Safras

Desde abril, o Sicredi divulga o relatório Sondagem de Safras, que traz dados nacionais sobre os principais grãos produzidos no País – soja, milho e trigo. O documento é produzido pela equipe de Análise Econômica da instituição financeira cooperativa, tendo como base uma pesquisa amostral feita com colaboradores especializados em agronegócio que atuam nas mais de 2,7 mil agências em todo o Brasil.

O documento, divulgado mensalmente, tem como objetivo apoiar os produtores rurais com subsídios para suas atividades e destaca indicadores relativos à área plantada, produtividade, produção, andamento do plantio e da colheita e condições das lavouras. As edições mensais do relatório podem ser acessadas no endereço Análises Econômicas e Financeiras | Sicredi.

Atualmente, o Sicredi possui mais de 700 mil associados produtores rurais em todo o País.

Sobre o Sicredi

 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos 8 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.700 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.  

 

Nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, e algumas cidades de Goiás, o Sicredi está presente em 243 municípios e possui 323 agências, para o atendimento a mais de 1,252 milhão de associados.





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Ministério da Agricultura descarta novos casos de doença aviária no RS

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou neste domingo (21) que três casos suspeitos de doença de Newcastle (DNC) no Rio Grande do Sul foram descartados, após as análises do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP) revelarem resultado negativo para o vírus. A doença viral atinge aves silvestres e comerciais e é altamente contagiosa para os animais. 

As amostras foram coletadas na sexta-feira (19) em três propriedades suspeitas, localizadas na zona de proteção estabelecida para DNC pela equipe de vigilância e defesa sanitária animal do estado em conjunto com a equipe do Mapa.

Na última quarta-feira (18) foi identificado um foco da doença em uma granja de criação comercial de aves para corte, localizada no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul.  O diagnóstico positivo também foi feito pelo LFDA-SP. 

“Os resultados negativos são uma sinalização extremamente positiva sobre a contenção desse evento sanitário, o que é importante para resolução rápida da situação, e reforça a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil”, disse o ministério neste domingo. 

O Mapa informou ainda que estão sendo montadas barreiras sanitárias na região do Vale do Taquari para controlar a movimentação e evitar a entrada e passagem de aves na área do foco, conforme determina o Plano Nacional de Contingência para DNC. Além disso, as investigações epidemiológicas continuam na zona de vigilância de proteção e em todo o Rio Grande do Sul.

“A população não deve se preocupar e pode continuar consumindo carne de frango e ovos, inclusive da própria região afetada. O Mapa reforça que o consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) permanecem seguros e sem contraindicações”, continuou o ministério.

Após a confirmação do primeiro caso, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) divulgaram uma nota afirmando que estão acompanhando e dando suporte à ação do Mapa e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. “As autoridades federais e do estado agiram rapidamente na identificação do caso com interdição da granja, garantindo que não houvesse saída de aves. Os protocolos oficiais estabelecidos para a mitigação da situação pontual foram acionados e o entorno segue monitorado”, disse a entidade.

Neste domingo, a ABPA comemorou o resultado negativo dos testes e disse que continua apoiando os trabalhos de vigilância e as tratativas lideradas pelo governo brasileiro para o restabelecimento do fluxo dos mercados. No ano passado, foram produzidas 14,83 toneladas de carne de frango, segundo a ABPA. “É uma notícia importante, que confirma se tratar de uma situação isolada”, disse a associação.

Na última sexta-feira (19), o Ministério da Agricultura fez uma revisão dos protocolos de emissão de certificação para exportações de carnes de aves e seus produtos. A restrição varia de acordo com os mercados, mas afeta as vendas para 44 países.

Doença de Newcastle

A DNC é causada pela infecção por vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial. Além de aves, ela pode atingir répteis, mamíferos, e até mesmo seres humanos.

Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 e em aves de subsistência, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Fonte: EBC Economia





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Evento paralelo ao G20 discutirá Estado socialmente justo

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Organizações da sociedade civil, especialistas e representantes de universidades e de organismos internacionais debatem, de segunda (22) a sexta-feira (26), um modelo de Estado socialmente justo que garanta o desenvolvimento sustentável. O evento States of the Future (Estados do Futuro, em inglês) ocorre na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

O encontro ocorrerá paralelamente à reunião de ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana). A reunião do G20 só começa na quarta-feira (24), mas os vice-ministros, secretários e diretores dos ministérios de Finanças e dos Bancos Centrais fazem reuniões preparatórias na segunda e na terça-feira (23).

A programação terá conferências magnas e painéis em formato de talk-show. Entre os políticos confirmados, estão o presidente eleito do Conselho Europeu e ex-primeiro-ministro de Portugal, Antônio Costa, e a ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet.

Entre os professores e especialistas presentes, estão Ailton Krenak, liderança indígena e imortal da Academia Brasileira de Letras; Denise Ferreira da Silva, professora da New York University; Mariana Mazzucato, diretora fundadora do Instituto para Inovação e Propósito Público da University College London (IIPP/UCL); e Ha-Joon Chang, professor da School of Oriental and African Studies da Universidade de Londres e autor de livros como Chutando a Escada.

Segundo o BNDES, o cenário atual tem trazido grandes desafios aos governos. Avanços tecnológicos, pandemias, mudanças climáticas, novas ameaças à segurança transnacional e evoluções significativas no mercado de trabalho exigem novas respostas, por meio da construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável e com justiça social.

Programação

De segunda a quarta-feira, os painéis debaterão os atuais desafios de política industrial, econômica e de sustentabilidade, ainda sob os impactos sofridos pela pandemia de covid-19. Nesses dias, o evento será transmitido ao vivo no canal do BNDES no Youtube.

Também haverá discussões sobre o papel do Estado para liderar as mudanças necessárias, com a proposição de caminhos que redesenhem as instituições e criem Estados resilientes e ágeis. Os painéis também abordarão o sistema de governança global e o papel dos atores estatais e não estatais na construção de futuros.

A quinta (25) e a sexta-feira serão dedicadas a seminários e mesas simultâneas de diálogo social, entre especialistas nacionais e internacionais e organizações da sociedade civil. Eles discutirão temas como transformação digital, diversidade, inclusão, futuro do trabalho no serviço público e transformação da educação.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, abrirá o evento, nesta segunda. Na terça, a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello fará a abertura. Os diretores Nelson Barbosa (Planejamento e Relações Institucionais) e as diretoras Helena Tenorio (Pessoas, TI e Operações) e Luciana Costa (Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática) também participarão do evento.

Além do BNDES, o evento é promovido pelos Ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; das Relações Exteriores; e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O States of the Future tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud, da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI), da Maranta, da Open Society Foundations e do Instituto República.org.

Fonte: EBC Economia





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Congelamento de R$ 15 bi no Orçamento será oficializado nesta segunda

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A equipe econômica oficializará, nesta segunda-feira (22), o congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento de 2024. A suspensão dos valores constará do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, a ser enviado na tarde de segunda ao Congresso Nacional.

Na última quinta-feira (18), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou o anúncio do congelamento, em meio à disparada do dólar às vésperas do envio do relatório. Dos R$ 15 bilhões a serem suspensos, R$ 11,2 bilhões serão bloqueados; e R$ 3,8 bilhões, contingenciados.

Tanto o contingenciamento como o bloqueio representam cortes temporários de gastos. O novo arcabouço fiscal, no entanto, estabeleceu motivações diferentes. O bloqueio ocorre quando os gastos do governo crescem mais que o limite de 70% do crescimento da receita acima da inflação. O contingenciamento ocorre quando há falta de receitas que comprometem o cumprimento da meta de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

A distribuição dos cortes pelos ministérios só será divulgada no fim do mês, quando for publicado um decreto presidencial com os limites de gastos por ministérios. Pela legislação, o detalhamento do congelamento deverá ser publicado até dez dias após o envio do relatório ao Congresso.

Em março, o governo tinha bloqueado R$ 2,9 bilhões em gastos discricionários (não obrigatórios) do Orçamento. O bloqueio foi necessário para garantir o cumprimento do limite de gastos do arcabouço fiscal.

Com a aprovação da lei que retomou a cobrança do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (Dpvat), o governo havia liberado os R$ 2,9 bilhões em maio. Isso ocorreu porque a lei continha um “jabuti” que liberou R$ 15,8 bilhões do teto de gastos. A liberação do dinheiro estava prevista no arcabouço fiscal, caso a arrecadação tivesse crescimento acima do previsto. Em política, o termo jabuti significa a inserção, em uma proposta legislativa, de um assunto sem relação com o texto original.

Fonte: EBC Economia





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