Curtinhas
Sorriso e lei pra barrar edifício
Nota-se uma reação no mínimo intrigante de moradores de um condomínio de luxo na cidade de maior PIB do agronegócio do país. Para não ter a sua privacidade “invadida”, os condôminos não aceitam que Sorriso receba um edifício residencial de alto padrão, avaliado em mais de R$ 150 milhões. O projeto, que poderia gerar centenas de empregos e impulsionar o desenvolvimento urbano, é tratado como ameaça por esse grupo seleto. O cerne do conflito está no Plano Diretor. Os moradores não contestam a licença já emitida para a construção, mas a lei que a permitiu. Pressionam a Câmara de Vereadores e a Prefeitura para alterar o zoneamento do município, restringindo altura e tipo de construção na região — o que, na prática, inviabilizaria o empreendimento aprovado. Enquanto outras cidades e até agentes públicos se movimentam para atrair investimentos, em Sorriso esse grupo de moradores prefere fazer exatamente o contrário. Um gesto que soa como retrocesso na capital nacional do agro.
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