Cidades
Vereador quer que Sema defina modelo de reflorestamento economicamente viável para assentamento Jonas Pinheiro
Wanderley Paulo deseja que a Sema defina quais espécies podem ser cultivadas na área de 700 hectares que necessita de recuperação
O vereador Wanderley Paulo (Progressistas) reuniu-se nesta segunda-feira (31) com Márcio Kunh, diretor de pesquisa da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), para debater a implementação de um projeto de reflorestamento economicamente viável no Assentamento Jonas Pinheiro. O objetivo é definir, em conjunto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), quais espécies podem ser cultivadas na área de 700 hectares que necessita de recuperação, priorizando culturas como cacau, café, pequi e açaí, aliadas à geração de renda para agricultores familiares .
Wanderley Paulo destacou que a indefinição sobre as espécies permitidas e os modelos de plantio tem travado o acesso a recursos financeiros e a regularização ambiental do assentamento. “Hoje, o agricultor sabe que precisa reflorestar, mas não tem clareza sobre o que plantar. A Sema precisa desenhar um modelo agroflorestal que una sustentabilidade e viabilidade econômica”, afirmou o vereador, lembrando que existem cerca de 30 modelos de plantio pré-existentes que podem ser adaptados .
A urgência do projeto está atrelada ao desembargo ambiental do assentamento, processo que avançou significativamente nos últimos meses após articulações com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ibama . Com a regularização, os produtores terão acesso a linhas de crédito federal, essenciais para investir em práticas sustentáveis.
A proposta prevê que a Sema defina critérios técnicos para o reflorestamento, incluindo a recuperação de áreas degradadas e o fomento à sustentabilidade . Uma vez estabelecido o modelo, a ideia é buscar recursos por meio do Programa REM MT (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), iniciativa financiada pelos governos da Alemanha e do Reino Unido, que premia ações de conservação e agropecuária sustentável .
O Clube Amigos da Terra (CAT), organização parceira do REM MT, seria um dos intermediários para repassar os recursos. “Precisamos garantir que os agricultores tenham assistência técnica e financiamento para implementar sistemas agroflorestais que gerem renda e, ao mesmo tempo, cumpram as exigências ambientais”, explicou Kunh, da Empaer.
Wanderley estará propondo atraves de requerimento , a realização de uma audiência pública com a participação da SEMA para a definição dos modelos de reflorestamento , permitindo assim que se construa o projeto e se busque a fase de captação de recursos. “Não podemos mais perder tempo. A regularização ambiental é a chave para a segurança jurídica e o crescimento econômico dessas famílias”, concluiu o vereador, destacando a importância de alinhar preservação e produtividade .
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