Cidades
Vereador se reúne na Secretaria Estadual de saúde para esclarecer gargalos na regulação de cirurgias eletivas e de urgência
Encontro com assessora do Complexo de Regulação buscou soluções para a demora na regulação de vagas
O vereador Wanderley Paulo esteve reunido na manhã desta quinta-feira, (30), com a assessora do Complexo de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde, Michaele Cruz da Silva, para tratar da grave situação dos pacientes que aguardam por regulação . O encontro revelou que, atualmente, 150 pessoas estão na fila de espera por vagas em terapia intensiva.
O objetivo do parlamentar foi buscar esclarecimentos sobre os motivos que têm atrasado a regulação desses pacientes , processo que define para qual unidade hospitalar cada caso crítico será encaminhado.
Segundo Michaele Cruz da Silva, a demora não é ocasionada pela equipe de regulação em si, mas sim por um problema estrutural já conhecido: a contratualização de leitos especializados, cirurgias e procedimentos de alta complexidade na rede de saúde do Estado.
“A regulação funciona, mas não há para onde encaminhar os pacientes. A fila de 150 pessoas por UTI reflete a falta de leitos contratualizados com os hospitais é um exemplo”, explicou a assessora durante a reunião.
O termo “contratualização” se refere aos acordos formais entre a Secretaria de Estado de Saúde e as unidades hospitalares (públicas, filantrópicas ou privadas) para disponibilizar vagas e serviços à rede SUS. Quando esses contratos são insuficientes ou desatualizados, forma-se o gargalo.
Ao fim da conversa, ficou acertado que o vereador ficará responsável por organizar uma nova reunião na sede da Secretaria de Estado de Saúde. Dessa vez, o encontro contará com a participação conjunta dos técnicos da área de Regulação e da área de Contratualização e com mais parlamentares sorrisenses.
O objetivo do próximo encontro, segundo o parlamentar, é apresentar em números tudo o que vem sendo feito atualmente, identificar os principais gargalos da saúde na região e, principalmente, definir ações concretas que o município pode adotar para reduzir o tempo de espera por atendimento.
“Não dá mais para aceitar que pessoas em estado grave fiquem à espera da regulação das cirurgias eletivas e de urgências. Precisamos de soluções práticas, e a união entre regulação e contratualização é o caminho”, afirmou o vereador ao final da reunião.
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