Política
Governo não tem compromisso com erro e cortou na própria carne
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o Governo “cortou na propria carne” com a demissão de Luluca Ribeiro (MDB) da Secretaria de Agricultura Familiar, ao descobrir os indícios de ilegalidades na Pasta.

É o governo cortando na própria carne. Da nossa parte, temos disposição, não temos compromisso com o erro
Luluca foi exonerado do cargo em 23 de julho, quando a Controladoria-Geral do Estado abriu uma investigação após encontrar um suposto sobrepreço na compra de kits agrícolas com uso de emendas parlamentares.
Nesta semana, o ex-secretário foi alvo de busca e apreensão, no âmbito da Operação Suserano, deflagrada pela Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção).
“É o governo cortando na própria carne. Da nossa parte, temos disposição, não temos compromisso com o erro. Toda a nossa equipe sabe que não há tolerância para o mal feito”, afirmou Pivetta à imprensa nesta sexta-feira (27).
O vice-governador disse que não tem conhecimento de detalhes da operação, que esse tipo de investigação expõe o Governo, mas que a gestão não compactuará com eventuais “erros”.
“Foi noticiada alguma possibilidade de erro. isso foi encaminhado para CGE, que investigou, deu os encaminhamentos. As consequências disso não dependem da nossa vontade. Eu, pessoalmente, sinto muito”, disse.
“É muito ruim para o Governo, e principalmente para quem paga impostos. Vamos aguardar o desfecho, a investigação, e as decisões judiciais”, completou.
A operação
A Operação Suserano foi deflagrada a partir do relatório de auditoria da CGE, que apontou sobrepreço de até 80% do valor de mercado em termos de fomento que seriam usados para a compra de kits de agricultura familiar, no valor de R$ 28 milhões.
Os policiais civis cumpriram mais de 50 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão, nos endereços dos investigados em Cuiabá, Várzea Grande e Alto Paraguai, por equipamentos eletrônicos e documentos.
O Poder Judiciário determinou o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de bens e valores até R$ 28 milhões, além do afastamento dos servidores públicos envolvidos.
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