Política
Dono de instituto adquiriu carros de luxo recentemente, diz polícia
As investigações da Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção) apontaram para um “considerável elevação de patrimônio” de Wilker Weslley Arruda e Silva, diretor-presidente do Instituto de Natureza e Turismo Pronatur.

Wilker possui registrado em seu nome 4 veículos de luxo, adquiridos recentemente, bem como 2 bens imóveis, aproximando-se da monta de R$ 1.000.000,00
O instituto é suspeito de esquema com emendas de deputados estaduais, por meio de compras superfaturadas de kits de agricultura por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar.
“Wilker possui registrado em seu nome 4 veículos de luxo, adquiridos recentemente, bem como 2 bens imóveis, aproximando-se da monta de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), mesmo o instituto não possuindo fins lucrativos, o que injustificada a considerável evolução patrimonial”, diz a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão contra Wilker e outras nove pessoas no âmbito da Operação Suserano.
A compra dos kits era feita pela Seaf por meio de um termo de fomento à Pronatur. Para a polícia, os termos são “ilegais e superfaturados”.
A investigação apontou que Wilker abriu o Instituto Pronatur em setembro de 2008 e hoje apresenta um montante de R$ 1 milhão em bens.
Além da Pronatur, o Wilker também é dona da GH Borges Serviços e Negócios Imobiliários Ltda (Gold Planning Investimentos), e tem como sócio Helton Carlos de Arruda Borges – que fez “movimentações suspeitas” por meio de depósitos em espécie na monta de R$ 437,4 mil.
Operação Suserano
A investigação da Operação Suzerano, que tem sede em Cuiabá, apontaram que só neste ano foram destinados R$ 28 milhões de emendas de deputados estaduais para a compra de kits de ferramentas para a agricultura familiar.
Parte do dinheiro das emendas, destinadas à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, teria sido desviada num esquema de superfaturamento e pulverização das verbas através de outras empresas
O esquema foi denunciado à Polícia Civil em agosto deste ano pela Controladoria Geral do Estado (CGE), em junho passado, que fez um relatório do caso.
Além da Pronatur, também é citada a empresa Tupã Comércio e Representação, que pertence ao chapeiro Euzenildo Ferreira da Silva. Segundo as investigações, ele seria laranja do empresário Alessandro do Nascimento, considerado um dos líderes do esquema.
A operação teve como alvos o ex-secretário da pasta Luiz Artur de Oliveira Ribeiro, Luluca Ribeiro (MDB), Alessandro do Nascimento, a sua filha Ana Caroline Sobreira Ormond do Nascimento, Leonardo da Silva Ribeiro, Rita de Cássia Pereira do Nascimento, Wilker Weslley Arruda Silva, Yhuri Rayan Arruda de Almeida, Matheus Caique Couto dos Santos, Euzenildo Ferreira da Silva e Diego Ribeiro dos Souza.
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