Judiciario
Executor confesso de advogado é condenado a 33 anos de prisão em Cuiabá
Conteúdo/ODOC – Após mais de 12 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, na noite desta quarta-feira (15), o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva a 33 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do advogado e ex-presidente da OAB-MT Renato Nery.
A sentença foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, após o Conselho de Sentença reconhecer Alex como culpado pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e organização criminosa.
Os jurados acolheram as qualificadoras de promessa de recompensa, emprego de recurso que gerou perigo comum, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido praticado contra uma pessoa idosa.
Alex foi o primeiro dos seis denunciados pelo assassinato de Renato Nery a ser levado a julgamento.
O advogado foi morto a tiros no dia 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.
Durante o interrogatório, o réu confessou ter efetuado os disparos que mataram o advogado, mas afirmou que agiu sozinho e isentou os supostos mandantes e os demais investigados.
Segundo Alex, a decisão de cometer o crime ocorreu após ouvir do amigo, o policial militar da Rotam Heron Teixeira Pena Vieira, que haveria o pagamento de R$ 200 mil pela morte do advogado.
“Não foi uma coisa contratada como estão falando, meritíssimo. Eu já sou réu confesso, não teria por que mentir. Eu estava muito endividado, sofrendo pressão de agiotas que estavam ameaçando a minha família”, declarou.
A versão apresentada em plenário, no entanto, contraria a investigação conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com o inquérito, os empresários de Primavera do Leste Julinere Bentos Goulart e César Jorge Sechi seriam os mandantes do crime. A motivação seria uma disputa judicial envolvendo uma área rural avaliada em mais de R$ 30 milhões.
Ainda conforme a investigação, para executar o homicídio, o casal teria contratado os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira, que teriam planejado a ação e recrutado Alex para atuar como executor.
Os demais denunciados ainda aguardam julgamento.

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