Mato Grosso
Cadela morre em viagem terrestre do Maranhão a São Paulo, denunciam tutores
Tutores de uma cadela da raça Golden Retriever, de 5 anos, denunciam a Moovi Pet, empresa de transporte terrestre de animais, pela morte do pet durante uma viagem de Maranhão a São Paulo na última sexta-feira (28).
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) investiga o caso na Delegacia de Meio Ambiene. Os tutores do animal e empresa responsável pelo transporte foram acionados para prestarem mais esclarecimentos e identificar as circunstâncias do fato.
No dia 26 de junho deste ano, Gaia embarcou em uma viagem de São Luís (MA) para a capital de São Paulo. Na manhã do dia 28, a família foi informada de que o veículo que transportava o animal quebrou no Pará e, horas depois, que a cadela faleceu na cidade de Tailândia (PA).
“A empresa não soube explicar o que aconteceu, não deram nenhum detalhe sobre sua morte, muito menos atestado de óbito ou prontuário de atendimento em clínica veterinária”, denunciam os tutores.
A empresa enviou uma foto do corpo do animal e sugeriu incinerá-lo ou descartá-lo na estrada, de acordo com a denúncia. Dois dias depois, o corpo de Gaia voltou à capital maranhense por carro de aplicativo, embalado em um saco de lixo e em uma caixa de isopor, segundo os tutores.
Os tutores ainda afirmam que não tem certeza que o corpo se trata do animal, já que estava mal refrigerado e não foram apresentados documentos que atestassem o óbito. O corpo foi entregue a uma clínica veterinária.

“Não sabemos nem se realmente é ela até o momento e a dor de não saber se realmente é ela é insuportável. As crianças da família estão inconsoláveis!”, afirmam nas redes sociais.
A CNN tentou contato com a empresa responsável e não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Caso Joca
Em abril deste ano, outro Golden retriever de mesma idade, o Joca, também foi devolvido morto ao seu tutor. O caso aconteceu depois de um voo da GOL Linhas Aéreas no último dia 22 de abril. Nesta quinta-feira (04), o laudo médico da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP apontou que o cachorro morreu devido a um choque cardiogênico.
A aeronave com o animal saiu do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para o Aeroporto de Sinop, no Mato Grosso. Porém, o trajeto foi desviado para Fortaleza, no Ceará, devido a uma “falha operacional”, segundo a companhia aérea.
Devido à mudança, o cão ficou sete horas no trajeto. A caixa que transportava Joca estava com a etiqueta errada, etiquetada com destino de Manaus e com nome de outro animal, chamado Kiara.
Segundo João, o veterinário do cão havia dado um atestado médico para a viagem, indicando que o animal estava apto a viajar por duas horas.
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