Política
Prefeito eleito de Sorriso diz estar ‘tranquilo sobre lisura’ na eleição após operação da PF sobre caixa 2
O prefeito eleito de Sorriso, Alei Fernandes e o vice-prefeito eleito, Acácio Ambrosini, divulgaram nota, há pouco, sobre a operação Rustius, da Polícia Federal, feita esta manhã, afirmando que “estamos absolutamente tranquilos sobre a lisura de nossas ações. Estamos totalmente a disposição para todos os órgãos que regulam o processo eleitoral e acreditamos até que, de uma vez por todas, com a operação de hoje, ficará límpido, transparente e clara, a nossa vitória no voto para prefeito de Sorriso, que nos elegeu com 25.255 votos (51,33%) dos votos válidos conquistados nas ruas e nas casas das pessoas que acreditam, na verdade, e nas nossas mensagens”.
O prefeito e o vice acrescentam que “a escolha do povo representa a democracia, consubstanciada no voto. Portanto, é um pilar fundamental para o funcionamento de uma sociedade justa e livre, a sua importância é incontestável e é isso que prezamos em todo o pleito eleitoral em Sorriso”.
A PF, com ordem judicial, fez buscas em vários endereços em Sorriso, dentre eles na casa do prefeito eleito e de um dos aliados que estava no comitê financeiro. Também houve busca em Cuiabá. O delegado Tiago Marques Pacheco confirmou que foram cumpridos nove mandados de buscas e apreensões, além de uma medida cautelar pessoal, que inclui a entrega do passaporte do investigado (que faria parte do comitê financeiro), a proibição de sair da cidade e o impedimento de contato com outros envolvidos na investigação sobre suposta prática do crime de caixa 2 de, dentre outros relacionados, diante da apreensão de R$ 300 mil em espécie dias antes das eleições municipais. O valor foi encontrado com um dos principais apoiadores da campanha eleitoral do candidato a prefeito a poucos dias da eleição e, segundo a PF, os elementos de informação colhidos no inquérito policial “indicam que o valor seria destinado ilicitamente à campanha eleitoral. Além desse valor, há indícios de que várias transações financeiras, relacionadas a essa mesma campanha, realizadas por empresários locais, foram realizadas de forma ilegal (com a participação de pessoas jurídicas, por meio de “laranjas” e com dinheiro não contabilizado na prestação de contas)”.
A assessoria da PF informou que foram apreendidos R$ 115 mil durante as buscas em imóvel de um dos alvos.
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