Polícia
Perícia identifica mais um corpo achado em cemitério clandestino em Lucas
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou mais uma vítima das 11 encontradas enterradas em um cemitério clandestino em Lucas do Rio Verde (a 334 km de Cuiabá). De acordo com a Polícia Civil, o local foi descoberto na última sexta-feira (10). O último corpo identificado foi o jovem Mateus Bonfin de Souza, de 19 anos, natural do município.
No cemitério clandestino foram encontradas dez covas, onde estavam cinco ossadas e seis corpos, totalizando 11 vítimas. Parte dos corpos estava em processo de esqueletização. As vítimas foram identificadas por meio do método papiloscópico, que consiste no confronto das impressões digitais.
Reprodução/Polícia Civil

Além de Mateus, foram identificados outras três vítimas: Rafael Pereira de Souza e Andris David Mattey Nadales, de 19 anos, que foram sequestrados em janeiro deste ano; e Wilner Alex de Oliveira Silva, de 29 anos, foi raptado no fim de dezembro do ano passado.
Os restos mortais encontrados em fase de esqueletização foram enviados para as unidades de Medicina Legal da Capital, para exames antropológicos e de necropsia, e coleta de material genético para exame de DNA.
Identificação Técnica
A Politec orienta aos familiares de pessoas desaparecidas em Lucas do Rio Verde e região para que compareçam à delegacia de Lucas do Rio Verde, onde serão direcionados para a coleta de material genético em uma das unidades de Medicina Legal do Estado. O material é necessário para o confronto genético com as amostras biológicas das vítimas encontradas no cemitério clandestino do município.
Caso a pessoa desaparecida tenha realizado algum tratamento dentário, é aconselhável que a família obtenha com os dentistas o prontuário odontológico da vítima, especialmente exames de imagem (radiografias e tomografias, por exemplo), e o forneça ao IML.
Para a doação do material genético é necessário que o grau de parentesco dos familiares do desaparecido seja ascendente (pai, mãe, filho, ou mais de um irmão).
A coleta é simples e indolor, com uma espécie de cotonete, que é passado na parte interna das bochechas da pessoa. Os materiais biológicos coletados serão processados e inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos no laboratório forense da Capital.
Caso seja identificado um possível parentesco com os dados de alguma pessoa falecida, os peritos informarão a unidade de Medicina Legal de Lucas do Rio Verde, que entrará em contato com os familiares para que sejam realizados os procedimentos legais de liberação da unidade.
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