Polícia
Polícia Civil indicia empresário por atropelar e matar vigilante em Cuiabá
Um empresário, que não teve o nome revelado, foi indiciado pela Polícia Civil pelo homicídio doloso do motociclista José Chaves Leite, de 58 anos. O suspeito estava em um Jeep Compass, que teria batido em duas motos na região do bairro Coophema, em Cuiabá, no dia 15 de dezembro do ano passado. José, que trabalhava como vigilante, chegou a ser socorrido com vida, mas morreu no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) em 23 de dezembro. Outro motociclista ficou com lesões graves.
Montagem/Reprodução

O inquérito foi presidido pelo delegado Christian Alessandro Cabral, titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran). O empresário também deve responder por lesão corporal, falsidade ideológica, omissão de socorro, fuga de local de acidente e embriaguez ao volante.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que o motorista passou a madrugada do dia 15 em uma boate na região central da Capital, onde consumiu grande quantidade e variedade de bebidas alcoólicas. O empresário estava em visível estado de embriaguez quando decidiu assumir a direção do veículo em direção a sua residência, no bairro Coophema.
No trajeto, por volta das 06h30, o motorista trafegava na mão contrária da pista e bateu de frente com a moto em que o vigilante estava e, em seguida, contra a outra que vinha logo atrás.
Conforme as investigações, após as colisões, o suspeito fugiu do local, arrastando uma das motocicletas por cerca de 500 metros, sem prestar socorro ou se preocupar com o que havia acontecido com as vítimas, que poderiam estar sendo arrastadas junto ao veículo.
A Deletran apurou que o motorista foi para o seu apartamento e, mesmo ciente dos atos praticados, não retornou ao local para prestar assistência, bem como não se apresentou à polícia, demonstrando total ausência de arrependimento pelos atos cometidos.
Após o acidente, o suspeito ainda registrou dois boletins de ocorrências, omitindo informações e colocando declarações falsas com o objetivo de alterar a verdade sobre os fatos.
“As investigações apontaram que, diante de todas as suas condutas, o motorista assumiu conscientemente o risco de causar os eventos lesivos, assim como atentou de forma dolosa contra a fé pública ao registrar boletins de ocorrência com as informações falsas”, disse o delegado Christian Cabral.
O inquérito está na fase final de conclusão, faltando o interrogatório do investigado e a juntada dos laudos periciais para enviá-lo à Justiça.
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