Cidades
MT é o 3º estado que mais mata população LGBT+, aponta levantamento
Com o registro de 24 mortes contra pessoas LGBTQIAPN+, Mato Grosso está em 3º lugar como o estado que mais matou, violentamente, esse grupo de pessoas no Brasil, no ano de 2024. Os dados foram publicados pelo Grupo Gay da Bahia, por meio do Observatório de Mortes Violentes LGBT+.
O
publicou, ao longo do ano passado, diversos casos de morte contra pessoas LGBT+, como o de Indianara, mulher transexual de 32 anos que foi atropelada e morta por um caminhoneiro, no mês de agosto, em Rondonópolis. Familiares afirmaram que o suspeito teria contratado um programa sexual com a vítima.
Reprodução

Da esquerda para a direita: Indianara, Santrosa e Bia Castyel – todas assassinadas em 2024
Em outubro, a cantora e suplente de vereador, Santrosa, de 27 anos, mulher transexual, foi torturada, morta e decapitada em Sinop por membros de uma facção criminosa no mês de outubro. No mesmo mês, a também jovem trans de 26 anos, conhecida como Isabela, foi morta a tiros em um bar no município de Peixoto de Azevedo.
Outro caso, já no mês de dezembro, foi contra a cabeleireira transexual Bia Castyel, de 20 anos, que foi estrangulada e morta com 22 golpes de faca desferidos por um cliente, que seria um adolescente de 17 anos.
“Clamando por imediatas políticas públicas eficazes que estanquem a mortandade da população LGBT+ é o caso do Mato Grosso. Com uma população quase 5 vezes inferior à de Minas Gerais, o estado registrou 24 mortes LGBTfóbicas, duas a mais que o estado mineiro, que teve 22 sinistros”, diz trecho do levantamento.
Brasil: um país perigoso para a população LGBT+
De acordo com o Grupo Gay da Bahia, o Brasil permaneceu, em 2024, como o país com maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+ no mundo. Ao todo, foram registradas 291 mortes violentas, 34 casos a mais do que em 2023, um aumento de 8,83% em relação ao ano anterior, que teve 257 mortes. “Uma morte violenta de LGBT a cada 30 horas”, destaca o grupo.
A entidade destaca ainda que não existem estatísticas oficiais específicas sobre crimes de ódio contra a população LGBT+, o que dificulta o levantamento de dados que são subnotificados devido à falta de financiamento público.
“Aí se coloca uma das inexplicáveis recorrências dos homicídios e suicídios de LGBT+ em nosso país, quiçá também no resto do mundo: a imprevisibilidade do número total destes crimes e a variação de suas circunstâncias ao longo dos anos e décadas”, destaca o estudo.
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