Agricultura
Após prejuízo para soja, entidades cobram melhorias logísticas
O excesso de chuvas no extremo norte de Mato Grosso tem causado grandes transtornos para os produtores rurais da região. Além de perdas na qualidade da soja, a infraestrutura rodoviária, em especial a MT 322, principal via de escoamento da produção agrícola local, também sofre com os efeitos da alta concentração de água. Isso tem impactado o escoamento da safra, levando a um cenário de dificuldades para produtores, empresários, motoristas e até mesmo lideranças indígenas, que exigem melhorias urgentes.
Em algumas áreas, mais de 30% da soja já está pronta para a colheita, mas com sérios danos causados pela umidade excessiva. Os talhões estão ultrapassando o ponto ideal de colheita, e as dificuldades aumentam com a constante oferta de chuvas, que dificultam os trabalhos no campo. Mesmo com esforços para minimizar os danos, a produtividade e a rentabilidade da safra estão sendo gravemente afetadas.
Além disso, a situação é ainda mais crítica para as áreas que não têm a soja pronta para a colheita, pois o acúmulo de chuvas tem impedido a entrada das máquinas nas lavouras. Muitos produtores temem que a produção seja comprometida de forma irreversível. Mesmo com armazéns disponíveis, a capacidade de estocagem é insuficiente para o volume de grãos, o que leva a problemas no armazenamento e compromete ainda mais a qualidade.
A infraestrutura da MT 322 também tem sido alvo de críticas. Trechos não pavimentados da estrada estão se tornando intransitáveis, o que tem gerado grandes dificuldades para o transporte de mercadorias e animais. Os motoristas enfrentam longos períodos para percorrer distâncias curtas, com veículos danificados e atraso nas entregas, resultando em prejuízos significativos tanto para os produtores quanto para a indústria.
A pavimentação de um trecho de 124 km da MT 322, que liga os municípios de Peixoto de Azevedo e São José do Xingu, é uma das principais demandas da região. A obra aguarda a liberação do licenciamento ambiental por parte do Ibama, o que tem retardado o andamento da pavimentação. As lideranças locais solicitam apoio do governo para agilizar a liberação do projeto, considerando a situação emergencial da estrada.
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