Polícia
Corregedoria pede saída de delegado suspeito de propina e assédio sexual
O delegado João Antônio Batista Ribeiro Torres, da Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá), foi denunciado por recebimento de propina e assédio sexual. O caso é apurado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso, que sugeriu para a Diretoria Geral a saída dele da unidade policial até a conclusão das investigações. Ele nega as acusações.
Segundo apurado pelo
, o pedido de remoção tem como base um relatório técnico de outubro de 2024, que aponta oito fatos contra o delegado, desde acusações de vantagens indevidas até assédio sexual contra uma servidora.
Reprodução

Uma das denúncias diz que João Antônio teria solicitado R$ 30 mil ao dono de um carro para não instaurar um inquérito policial após um acidente de trânsito. Em outro caso, ele teria recebido R$ 40 mil de um advogado para arquivar um inquérito policial relacionado a falsidade ideológica em documentos de propriedade rural.
Além disso, o delegado teria transferido para si próprio um inquérito que estava distribuído para outra delegada, para atender aos interesses de terceiros. A denúncia também aponta que João Antônio teria cobrado valores em troca de proteção e recebido vantagens indevidas para não dar andamento nas investigações que apurava crimes de uma empresa.
Entre outras denúncias, existe uma de assédio sexual contra uma servidora, que foi exonerada após ausência de prosseguimento do caso devido à amizade entre o delegado denunciado e a delegada titular.
Por conta das denúncias, a Corregedoria determinou investigação do caso. “Utilizando-se de técnicas investigativas legais e previstas no ordenamento jurídico, realize entrevistas, buscas por testemunhas, e diligências que ao final conclua-se em um relatório acerca dos fatos, com sugestões de providências, conforme o caso, apurando-se a materialidade do fato e sua autoria”, diz trecho.
Em nota, a Polícia Civil confirmou a abertura do procedimento e a remoção do servidor da unidade policial, para melhor andamento dos trabalhos investigativos. “A Corregedoria-Geral não comenta os procedimentos internos, até a conclusão das investigações”, completa.
Outro lado
Ao
, o delegado adiantou que as acusações – feita de forma anônima – são inverídicas. “Trata-se de denúncias anônimas (informações) e, portanto, carecem de sustentação (justamente por isso a corregedoria instaurou procedimento preliminar)”, disse.
“No tocante ao suposto assédio sexual ventilado, também é falsa a acusação (fato este que já havia sido apurado e concluído nesse sentido). De toda forma, sou totalmente favorável que a Corregedoria apure esses fatos graves, da forma mais célere e coesa possível, para que a verdade venha à tona e que a justiça seja feita”, completa.
João Antônio disse ainda ao
que aguarda o recebimento da portaria de remoção “com a cabeça erguida”.
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