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Júri aponta falta de provas e absolve policiais militares quase 10 anos após sumiço de jovem em MT

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Conteúdo/ODOC – Os policiais militares Jucival Claro da Silva, Luan Antoniel da Cruz Gomes e Odjarma Jesus de Almeida, acusados de envolvimento no desaparecimento e morte de Ronaldo Vargas da Cunha, de 25 anos, foram absolvidos nesta sexta-feira (10) pelo Tribunal do Júri, em Rosário Oeste, quase dez anos após o crime. O julgamento iniciado na quinta-feira (9) durou dois dias.

Os jurados decidiram pela absolvição por entenderem que não havia provas suficientes de que o crime ocorreu. Ronaldo desapareceu após uma abordagem policial no dia 13 de dezembro de 2016, no bairro Nossa Senhora Aparecida, e seu corpo nunca foi encontrado.

Conforme denúncia do Ministério Público (MPMT), testemunhas relaram que o jovem foi abordado pelos três policiais julgados quando saiu da casa de um amigo. Ainda segundo a denúncia, o jovem foi colocado dentro do porta-malas da viatura que seguiu rumo à rodovia que dá acesso à cidade de Várzea Grande, e, depois disso, nunca mais foi visto. No local da abordagem, a bicicleta da vítima foi encontrada abandonada

Durante os dois dias de julgamento, 23 testemunhas foram ouvidas. Os três policiais também prestaram depoimento e responderam às perguntas do Ministério Público, da defesa e do juiz.

Ao fim da sessão, o MP e a defesa informaram que não pretendem recorrer da decisão. Com isso, o processo transitou em julgado.

Os policiais responderam ao processo em liberdade e continuam na corporação. A exceção é Odjarma, que passou para a reserva remunerada em fevereiro de 2023, após 30 anos de serviço.



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