Agricultura
Seca compromete lavouras de soja no RS; perdas são totais em algumas regiões
A estiagem tem causado perdas significativas nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, especialmente em áreas semeadas em outubro. Em municípios como Coronel Barros, Joia e Boa Vista do Incra, no sul da região de Ijuí, a falta de chuvas resultou em perdas totais. Segundo a Emater-RS, a situação é crítica em diversas partes do estado, com volumes de precipitação de apenas 20 mm em janeiro, levando ao murchamento e morte de plantas em reboleira.
Atualmente, 42% das lavouras estão em floração e outros 42% em enchimento de grãos, avanço acelerado em relação à semana anterior (41% e 29%, respectivamente). A parcela em germinação ou desenvolvimento vegetativo caiu de 30% para 16% no mesmo período, ritmo inferior ao de 2024, quando 37% ainda estavam em fase vegetativa nesta época.
Previsão do tempo e impactos nas lavouras
A previsão para os próximos dias indica chuvas isoladas, com volumes entre 5 mm e 100 mm na Campanha, Vale do Rio Pardo e partes do Alto Uruguai. Já na Fronteira Oeste e Missões, os volumes não devem ultrapassar 5 mm, prolongando o estresse hídrico.
Em Santa Rosa, técnicos relatam danos irreversíveis, independentemente da época de semeadura, agravados pela baixa cobertura de seguros agrícolas devido a restrições e custos elevados. Na Campanha, o porte das plantas segue abaixo do esperado, com entrelinhas apenas parcialmente fechadas, mesmo nas áreas em floração.
Apesar da área plantada de soja no estado ter crescido 1,54%, atingindo 6,81 milhões de hectares, e da expectativa inicial de produtividade ser 13,17% maior (3.179 kg/ha), as condições climáticas adversas ameaçam esse potencial. O tempo quente e seco tem favorecido ataques de ácaros e tripes em áreas com umidade residual. Em São Borja, produtores recorrem a fertilizantes foliares e bioinsumos para amenizar os efeitos da seca.
Regiões mais afetadas
Na região de Ijuí, cerca de 50% da área ao centro-norte apresenta impacto moderado, enquanto ao sul, as perdas são totais em lavouras semeadas em outubro. No Baixo Vale do Rio Pardo e Centro Serra, a escassez hídrica afeta lavouras na fase reprodutiva. No Alto da Serra do Botucaraí, as chuvas foram mais frequentes, mas com volumes variáveis.
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