Judiciario
Moraes e Zanin eram possíveis alvos de grupo armado, diz PF
A Polícia Federal apontou que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, além do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seriam possíveis alvos do grupo de militares que montou uma empresa para espionagem e assassinato de autoridades.
Os nomes dessas autoridades foram encontrados em anotações e diálogos vinculados ao grupo armado montado pelo coronel da reserva do Exército Etevaldo Caçadini, um dos alvos da sétima fase da Operação Sisamnes, deflagrada hoje.
De acordo com informações enviadas pela PF ao Supremo, o nome do presidente do Senado apareceu em anotações vinculadas à expressão “vigilância armada”. Essas referências descreviam uma possível ação de monitoramento em uma data na qual Pacheco estava voltando ao Brasil de uma viagem ao exterior.
As anotações e conversas também mencionam Moraes e Zanin. Para a PF, essas citações estavam vinculadas ao planejamento de possíveis ataques aos ministros do STF.
A operação se baseou em documentos apreendidos no ano passado na residência de um coronel da reserva do Exército, Etevaldo Caçadini.
A PF detectou a existência de uma tabela com preços para espionar ou até mesmo matar autoridades do STF (Supremo Tribunal Federal) e parlamentares do Congresso Nacional. Também havia um regimento interno da empresa de pistolagem, divisão por setores, armamentos e até uso de garotas de programa.
Diálogos entre os investigados também citam nomes de ministros do STF como possíveis vítimas, além de parlamentares.
A tabela apreendida mostra que os preços cobrados variavam conforme o alvo. Pelos valores, considerados baixos, a PF suspeita que esses preços seriam para espionar os alvos:
Ministros / Judiciário – R$ 250 mil
Senadores – R$ 150 mil
Deputados – R$ 100 mil
Figuras normais – R$ 50 mil.
A defesa de Caçadini afirmou que não foi encontrado nenhum elemento ilícito nas buscas realizadas hoje. “Reiteramos nossa confiança nas instituições brasileiras e no trabalho responsável das autoridades competentes, bem como reafirmamos nossa convicção na inocência dos nossos constituídos”, disse a advogada Sarah Quinett.
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