Política
Gisela Simona condiciona saída da Câmara à licença prévia de Coronel Assis
Conteúdo/ODOC – A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) afirmou que só deixará o mandato na Câmara dos Deputados após o colega de partido, Coronel Assis (União), cumprir sua parte no acordo de rodízio firmado pela sigla nas eleições de 2022. A deputada defende que a alternância entre titulares e suplentes seja respeitada, mas diz aguardar que Assis abra mão da vaga primeiro.
O compromisso interno do União Brasil previa que os deputados eleitos se licenciassem ao menos duas vezes durante os quatro anos de mandato, possibilitando a entrada dos suplentes. A prática tem como objetivo valorizar os nomes da legenda, em especial aqueles que ajudaram a compor a chapa proporcional, mirando o fortalecimento da sigla para as eleições de 2026.
O único que cumpriu o combinado até o momento foi Fábio Garcia, que se afastou em 2023 para assumir a chefia da Casa Civil no governo Mauro Mendes, abrindo espaço para a própria Gisela. Já Coronel Assis permanece no cargo desde o início do mandato, o que tem gerado cobranças internas no União.
“Nós estamos aguardando o Coronel Assis e, quando ele abrir, volta para mim a função de poder abrir também. Não houve consenso, nós estamos em conversação sobre isso”, declarou Gisela em entrevista ao Veja Bem MT.
O suplente que deve ser beneficiado com a saída de Assis é Antônio Bosaipo, o Bosaipinho. A demora na rotatividade tem incomodado lideranças do partido, incluindo o governador Mauro Mendes, que já criticou publicamente a postura do parlamentar. Segundo Mendes, “ninguém se elegeu sozinho”, em referência ao esforço coletivo que garantiu a eleição da bancada.
Rumo a 2026
Gisela também destacou que o rodízio é fundamental para estimular novas candidaturas dentro do partido. De acordo com ela, muitos nomes que integram as chapas proporcionais não entram na disputa com a expectativa imediata de vitória, mas com a possibilidade de assumir o cargo temporariamente durante o mandato.
“O prazo é até o final da legislatura. Cada um pode escolher o melhor momento. Mas é claro que a gente gostaria que isso acontecesse antes do período eleitoral, porque é isso que motiva as pessoas a compor conosco em 2026”, completou a deputada.
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