Saúde
Dores pós-Carnaval? Veja as ocorrências mais comuns e como tratá-las
A exposição prolongada a multidões no Carnaval facilita a proliferação de vírus e bactérias, já que e o consumo excessivo de álcool baixam a imunidade dos foliões.
“Essas infecções respiratórias acontecem no contato de gotículas de saliva expelidas que entram pelo nariz. A entrada do vírus sempre começa pela cavidade nasal, que funciona como um ar condicionado. Quando está limpo, funciona muito bem. Porém, caso o nariz fique muito congestionado, também pode ocorrer a otite. Após algum tempo, a infecção pode evoluir para a laringe e a faringe, causando outras doenças como a laringite. Na fase inicial, pode ou não pode haver sintomas, mas quando desce para a garganta, já apresenta sinais”, explica a otorrinolaringologista Marcela Suman, que atua em Brasília.
Infecções respiratórias mais comuns pós-carnaval
Sinusite: inflamação dos seios da face, causando dor facial e congestão nasal.
Faringite: dor e inflamação na garganta devido a infecções virais ou bacterianas.
Amigdalite: infecção das amígdalas, com dor ao engolir e febre.
Bronquite: inflamação dos brônquios, resultando em tosse e dificuldade para respirar.
Otite: infecção no ouvido, podendo ser consequência da obstrução nasal.
Dores musculares e articulares mais comuns
Os incômodos depois da comemoração nem sempre são passageiros. “O Carnaval é um período de muita alegria, mas o excesso de esforço físico pode sobrecarregar o corpo. Se a dor persistir por mais de cinco dias ou for acompanhada de inchaço e limitação de movimento, é um sinal de alerta”, alerta a médica especialista em medicina da dor Cristina Flávia, da Clínica AcolheDOR. Entre ocorrências mais habituais estão:
Dor muscular generalizada (Mialgia)
O excesso de dança, as longas caminhadas e a falta de alongamento são os principais causadores desse problema. Além disso, fatores como desidratação, consumo de álcool e noites mal dormidas podem agravar a mialgia.
Dor nos pés e tornozelos
Por não favorecerem o conforto do pé e tornozelo, sandálias rasteiras, salto alto ou tênis sem amortecimento podem ser responsáveis por dores intensas nessas regiões. O impacto prolongado ao caminhar ou ficar em pé por horas pode causar fascite plantar e até entorses.
Dor na lombar
Muitas horas em pé, carregar bolsas pesadas ou pular sem preparo físico sobrecarregam a coluna. Outro fator que pode aumentar o desconforto é a
Dor no pescoço e ombros
O famoso “pescoço de texto”, causado pelo uso excessivo do celular, somado ao peso de mochilas, pode gerar tensão muscular e dores irradiadas para a cabeça.
Até a forma de segurar bebidas no Carnaval pode gerar dores pós-folia
Dor de cabeça e enxaqueca
Os principais gatilhos para essas dores são a desidratação, excesso de álcool, privação de sono e exposição ao sol. Em bloquinhos com a presença de trio elétrico, o barulho intenso e as luzes desses veículos também podem piorar crises de enxaqueca.
Dor nos joelhos
O impacto repetitivo da dança e dos pulos pode desencadear tendinite patelar ou condromalácia patelar. O uso de calçados sem amortecimento também piora a sobrecarga articular.
Dor no quadril
As inflamações articulares podem ser ocasionadas por movimentos repetitivos e longas caminhadas. Pessoas que já têm predisposição a problemas no quadril tendem a sentir mais dor após a folia.
Como tratar esses problemas
Para tratar e prevenir as infecções respiratórias, a higiene nasal com soro fisiológico é essencial, pois ela ajuda a eliminar impurezas e a manter a função do nariz, que atua como um filtro natural do ar que respiramos. No entanto, o uso de descongestionantes sem orientação médica pode trazer riscos graves à saúde, como aumento da pressão arterial, problemas cognitivos e dependência.
“Esses medicamentos são perigosos por serem absorvidos pela corrente sanguínea. Então, a pessoa pode ficar com insônia, irritabilidade e pode aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca. Com o tempo, isso pode trazer sérios prejuízos e causar até a morte”, alerta Suman.
Já as dores musculares e articulares costumam ser resolvidas com medidas caseiras, porém a persistência do incômodo pode indicar algo mais sério. “Em alguns casos, esses incômodos podem evoluir para problemas crônicos se não forem tratadas corretamente”, destaca Cristina Flávia.
Em situações mais sérias, podem ser utilizados tratamentos modernos, como bloqueios analgésicos, fisioterapia especializada e neuromodulação.
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