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Confiança no Judiciário deve ser mantida sob eterna vigilância

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O desembargador Jones Gattass Dias, que tomou posse na manhã desta terça-feira (25), afirmou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso deve manter firme e constante seu propósito de consolidar uma imagem de respeito e integridade.

 

A sociedade precisa enxergar no Judiciário a imagem de confiança e imparcialidade que este representa

Gattass assumiu a vaga do desembargador Rondon Bassil Dower Filho, que deixou o cargo no início de fevereiro ao completar 75 anos. O preenchimento da cadeira ocorreu pelo critério de merecimento.

 

Durante seu discurso, ele ressaltou a importância da comunicação com a sociedade e da necessidade de um posicionamento firme do Judiciário para garantir credibilidade e confiança.

 

“A sociedade precisa conviver com a esperança de que, ao procurar uma solução jurídica para seus conflitos, sempre encontrará no Judiciário presteza, eficiência e a garantia de que o julgamento de seu pleito resultará da incondicional busca pela justiça e pela correta aplicação da lei”, afirmou.

 

O Poder Judiciário enfrenta, no país e em Mato Grosso, polêmicas recentes envolvendo afastamentos de magistrados por suspeita de venda de sentenças e pagamentos de auxílios.  

 

“A sociedade precisa enxergar no Judiciário a imagem de confiança e imparcialidade que este representa, e que deve manter sob eterna vigilância”, acrescentou. 

 

O novo desembargador enfatizou que é indispensável que os integrantes do Judiciário busquem alinhamento sobre esse tema, promovendo uma unidade de pensamento e postura para fortalecer cada vez mais a Justiça mato-grossense.

 

“E me ponho à disposição, dentro de minhas limitações, para contribuir na construção desse ideal do nosso tempo”, acrescentou.

 

Desafios tecnológicos e a guerra de narrativas

 

O Poder Judiciário ainda enfrenta dificuldades para lidar com essa nova ordem estabelecida no ambiente virtual

Ainda em seu discurso, Gattass abordou os desafios enfrentados pelo Judiciário diante das rápidas transformações tecnológicas, incluindo o uso da inteligência artificial e a disseminação de informações no ambiente virtual.

 

Ele lembrou que, quando ingressou na magistratura, a revolução tecnológica ainda estava em seus primeiros passos, com a expansão da Internet. 

 

Segundo o magistrado, a velocidade da informação ampliou a “guerra de narrativas”, tornando ainda mais complexa a distinção entre fatos e interpretações ideologicamente enviesadas. Ele destacou a necessidade de um alinhamento interno entre os integrantes do Judiciário para fortalecer sua postura diante dessas questões.

 

“O Poder Judiciário ainda enfrenta dificuldades para lidar com essa nova ordem estabelecida no ambiente virtual. Ora, age como órgão julgador; ora, precisa se defender e se posicionar institucionalmente diante de provocações, que antes tinham origem clara e individualizada. Em ambas as situações, há o dilema de distinguir uma crítica legítima de uma postura delituosa que merece reprimenda”, afirmou.

 

Gattass também alertou sobre o impacto das fake news na percepção da sociedade sobre a Justiça. “A incerteza sobre a veracidade das informações exige de todos uma investigação prévia do que lemos, ouvimos ou assistimos. Mas esse desafio se torna ainda mais complexo diante da guerra de narrativas, motivada por posições ideológicas extremas. Isso torna possível que uma mesma cena, vista por duas pessoas de lados opostos, revele para uma um dia de sol e céu azul e, para outra, um dia chuvoso, com raios e trovoadas”, concluiu.

 

Perfil 

 

Jones Gattass Dias tem 58 anos, é natural de Cáceres, filho de Walter Fanaia Dias e Noelly Gattass Dias, casado com Suely Dutra Barbosa. É formado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e tem mestrado em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito de Lisboa. Para ele, ser formado pela UFMT e ser de Cáceres são motivos de orgulho em sua trajetória.

 

O magistrado ingressou na magistratura em maio de 1996 e sua primeira Comarca de atuação foi São Félix do Araguaia. Atuou também nas Comarcas de Tangará da Serra, Várzea Grande e Cuiabá.

 

Em Várzea Grande, foi designado nas seguintes unidades judiciárias: 1ª e 2ª Varas Especializadas da Fazenda Pública, Vara Especializada da Infância e Juventude, 1ª e 2ª Varas Cíveis, 1ª, 2ª e 3ª Varas Criminais, 1ª, 2ª e 3ª Varas Especializadas de Família e Sucessões.

 

Também foi juiz auxiliar da Corregedoria, durante as gestões de 2004/2005 e 2007/2009 e como juiz auxiliar da Presidência na gestão de 2023/2024, quando esteve à frente da Central de Precatórios. É coordenador do Grupo de Trabalho dos Estudos para implantação do Programa de Integridade e Compliance e titular na 6ª Vara Cível da Capital. 

 

Veja a posse: 

 

 

 

 





Fonte: Mídianews

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