Várzea Grande
Caminhada reforça inclusão e encerra mês da Luta Antimanicomial em Várzea Grande
Numa corrente de apoio mútuo, servidores, profissionais, usuários e familiares que vivenciam a rotina da saúde mental em Várzea Grande encerraram, nesta sexta-feira (29), a programação do mês dedicado à Luta Antimanicomial com a realização da Caminhada pela Luta Antimanicomial, no Parque Bernardo Berneck.
A iniciativa, promovida pela Coordenação de Saúde Mental, contou com a participação de profissionais e usuários dos três serviços especializados ofertados pela rede municipal: CAPS I, CAPS AD e CAPS III. O momento de integração fortaleceu os vínculos entre equipes, usuários e familiares, reafirmando o compromisso com um cuidado mais humanizado, acolhedor e digno.
“A caminhada representou muito mais do que um ato simbólico. Foi um marco para o Município, demonstrando a força do trabalho em rede, da inclusão social e da importância de combater diariamente o preconceito e a exclusão das pessoas em sofrimento psíquico”, destacou a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira.
A superintendente de Atenção Secundária, Sônia Nabarrete, ressaltou que ações como essa fortalecem a conscientização sobre a saúde mental. “Momentos como este reforçam a importância da união entre serviços, profissionais, usuários e familiares na construção de uma sociedade mais humana e consciente”, afirmou.
De acordo com a responsável técnica pela Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, a psicóloga Marisa Rodrigues, a segunda quinzena de maio foi dedicada a atividades alusivas à Luta Antimanicomial, celebrada nacionalmente em 18 de maio.
“A Luta Antimanicomial nos chama a refletir sobre a importância do direito à saúde mental. Esse cuidado é realizado diariamente por meio do respeito, da escuta, do acolhimento e, principalmente, da construção coletiva”, explicou.
A Luta Antimanicomial é um movimento social, político e de defesa dos direitos humanos que busca garantir o cuidado em saúde mental com dignidade, liberdade, inclusão social e respeito à cidadania das pessoas em sofrimento psíquico.
“O objetivo do movimento é assegurar os direitos humanos das pessoas com transtornos mentais e conscientizar a sociedade de que elas devem ser vistas para além do diagnóstico, valorizando sua história de vida, vínculos afetivos, potencialidades, desejos e capacidade de participação social”, completou a psicóloga.
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