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Policial aposentado acusado de agredir morador em elevador de condomínio de Cuiabá é preso

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Conteúdo/ODOC – O investigador da Polícia Civil aposentado, Luciano Testa, de 56 anos, foi preso nesta terça-feira (30), em Cuiabá, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 14ª Vara Criminal da Capital.

O servidor é acusado de agredir violentamente um idoso de 62 anos dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta, no último dia 11 de junho.

A prisão foi cumprida por equipes da Gerência Estadual de Polinter e Capturas. Após ser detido, o suspeito foi encaminhado para audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.

A ordem de prisão foi decretada após pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que apontou a necessidade da medida para garantir a ordem pública, preservar a investigação e assegurar a aplicação da lei.

Segundo a Polícia Civil, o aposentado responde pelo crime de lesão corporal contra o idoso. O caso ganhou repercussão após imagens das câmeras de segurança do condomínio mostrarem o momento em que ele agride a vítima com socos e chutes, inclusive depois de o homem cair no chão.

A esposa do idoso, de 59 anos, tentou impedir as agressões e também teria sido atacada. A investigação ainda apura os crimes de injúria, lesão corporal e importunação sexual.

Na decisão que determinou a prisão preventiva, o juiz João Bosco Soares da Silva destacou a gravidade da violência, o histórico de conflitos entre as partes e o risco de novos confrontos, já que acusado e vítimas residem no mesmo condomínio e compartilham áreas comuns, como elevadores, garagem e hall de entrada.

O Ministério Público também sustentou que o investigado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi localizado em duas tentativas de intimação, circunstâncias que indicariam risco de fuga. A promotoria ainda argumentou que, por ser policial civil aposentado, ele possui treinamento operacional, facilidade de acesso a armamentos e influência suficiente para interferir na produção de provas ou intimidar vítimas e testemunhas.

Em nota, a Polícia Civil informou que o investigado não integra mais o quadro de servidores efetivos da instituição. 

O caso segue sob investigação.



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