Cidades
Quase 60% dos hipertensos do Município não realizam acompanha…
De acordo com relatório da equipe de Atenção Primária via Sistema de Gestão Municipal de Saúde (G-MUS), Sorriso tem 19.428 pacientes hipertensos. Contudo, apenas 8.044 deles realiza acompanhamento. Segundo os dados, somente 41,4% dos pacientes diagnosticados realizam acompanhamento contínuo, indicado para essas situações.
“A falta do acompanhamento nos preocupa muito”, frisa o gestor da pasta da Saúde, o médico Vanio Jordani. O secretário explica que o número total – 19.428 – inclui pacientes que em algum momento iniciaram o acompanhamento e aferição da pressão arterial nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e acabaram desistindo – mesmo com a oferta gratuita de medicamentos e acompanhamento médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Vanio frisa que a hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. “Hoje os índices da pressão estipulados pelo Ministério da Saúde (MS) para pressão alta acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9), que é o estágio 1”, explica. O índice de 130/85 mmHg é considerado normal limítrofe e precisa de acompanhamento e mudanças de hábito. O ideal é estar abaixo disso.
A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo. E é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.
O problema é herdado dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, como os hábitos de vida do indivíduo. De acordo com dados do MS, hoje no Brasil diariamente 388 pessoas perdem a vida em decorrência da pressão alterada.
“A recomendação é que toda e qualquer pessoa acima de 20 anos afira pelo menos uma vez ao ano a pressão; quando houver alterações essa aferição passa a ser feita de forma contínua para investigar a necessidade ou não de medicação; além disso, a mudança de hábitos de vida se faz indispensável”, salienta o médico.
Esse cuidado – aferir a pressão – se faz necessário porque quando os sintomas surgem já são o retrato de um quadro mais grave e costumam parecer somente quando a pressão sobe muito: podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
Dentre os cuidados, há mudanças simples que podem fazer muita diferença no quadro de hipertensão como diminuir o sal e o consumo de industrializados. “Uma dica essencial é nunca, nunca colocar sal na comida pronta e fugir de alimentos industrializados ou enlatados”, reforça. Além disso, fazer caminhadas ou outras atividades físicas se torna indispensável. E para quem já recebeu o diagnóstico de hipertensão é preciso ficar de olhar nas doses e horários da medicação. “Tomar os remédios indicados pelo médico todos os dias, sem pular doses, faz toda a diferença”, orienta.
“Hoje o número de hipertensos diagnosticados versus quem faz acompanhamento apresenta uma grande discrepância, isso nos preocupa muito”, enfatiza o secretário. “Por isso pedimos que pacientes que iniciaram o acompanhamento retornem às unidades e retomem esse cuidado, o controle da pressão salva vidas”, finaliza.
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