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Mãe de homem morto por procurador da AL pede R$ 500 mil em ação

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A técnica de enfermagem, Iracema Alves Ferreira da Silva, mãe de Ney Müller Alves Pereira, morto a tiros aos 44 anos no bairro Boa Esperança, em Cuiabá, ingressou com uma ação de indenização de  R$ 500 mil por danos morais e materiais contra o procurador da Assembleia Legislativa, Luiz Eduardo Figueiredo Rocha Silva.

 

O requerido é Procurador da ALMT, sendo perfeitamente capaz de arcar com os danos que sua atitude causou

A ação foi protocolada pela defesa da família, representada pelo advogado Faustino Antonio da Silva Neto, que destaca o intenso abalo emocional sofrido pela mulher após o homicídio do filho.

 

O crime ocorreu na noite de 9 de abril de 2025, na Avenida Edgar Vieira, em Cuiabá, depois que o procurador teve sua Land Rover danificada enquanto jantava com a família na Avenida Fernando Corrêa da Costa.

 

Segundo a denúncia do Ministério Público, após ser informado por testemunhas de que o responsável pelos danos seria um homem em situação de rua, Luiz Eduardo deixou os familiares em casa, pegou uma pistola calibre .380 e saiu à procura do suspeito.

 

Ao encontrar Ney caminhando pela calçada, aproximou-se com o veículo e efetuou um disparo no rosto da vítima, que morreu no local.

 

Na ação, a defesa destaca que a mãe de Ney, técnica de enfermagem, sofreu intenso abalo psicológico com a morte do filho único, razão pela qual requer o pagamento de R$ 500 mil a título de indenização por danos morais.

 

Além da reparação por danos morais, a defesa pleiteia indenização por danos materiais. Conforme a petição, Ney estava prestes a se tornar beneficiário de uma pensão por morte deixada pelo pai, policial rodoviário federal aposentado, no qual o benefício seria administrado pela mãe em razão de sua incapacidade. A vítima era uma pessoa em situação de vulnerabilidade extrema e possuía transtornos mentais. 

 

Os advogados sustentam que os valores eram destinados à manutenção e aos cuidados de Ney, contribuindo para o sustento da família. Assim, requerem o pagamento de pensão mensal de R$ 4.972,33, pelo período estimado de 32 anos, considerando que a vítima morreu aos 44 anos e a expectativa média de vida do brasileiro é de 76 anos.

 

A ação também pede o pagamento retroativo de R$ 74.584,95.

 

Como fundamento para o pedido, a defesa argumenta que Luiz Eduardo exercia o cargo de procurador da ALMT na época dos fatos e possuía remuneração mensal superior a R$ 47 mil, conforme dados do Portal da Transparência.

 

“Não é demais lembrar que o requerido é Procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e possui renda mensal média de mais de R$ 47.000,00 (quarenta e sete mil reais), sendo perfeitamente capaz de arcar com os danos que sua atitude causou, conforme as informações obtidas do Portal Transparência”, sustenta a petição.

 

Após o crime, Luiz Eduardo Figueiredo se apresentou à Polícia Civil. Ele foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

 

Atualmente, permanece preso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis.

 

O processo cível aguarda a citação do réu na unidade prisional para que apresente contestação.

 

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Fonte: Mídianews

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