Política
Vereador diz que espera que facção criminosa “faça justiça” contra assassinos de Heloysa
Conteúdo/ODOC – O vereador Rafael Ranalli (PL) causou polêmica ao afirmar durante discurso na Câmara Municipal de Cuiabá, que espera que membros da facção Comando Vermelho, presos na Penitenciária Central do Estado (PCE), “façam justiça” contra Benedito Anunciação de Santana, de 40 anos, e seu filho, Gustavo Santana, de 18, acusados de matar a adolescente Heloysa Maria de Alencastro Souza, de 16 anos.
Os dois foram transferidos para a PCE, onde ficarão no Raio 8 — justamente a ala onde estão os detentos ligados ao Comando Vermelho. Em plenário, Ranalli, que é ex-escrivão da Polícia Federal, disse não apoiar facções, mas que, neste caso, “os monstros merecem o que vier”.
“Que as facções façam a justiça no presídio com esse vagabundo, com esse monstro. Ele transformou o próprio filho em assassino, recrutou mais dois adolescentes para cometer um crime covarde contra uma menina inocente”, disparou.
A fala do parlamentar repercutiu negativamente nas redes sociais e foi criticada por internautas que apontaram apologia à violência e incitação à justiça com as próprias mãos. Ranalli, no entanto, manteve o tom e também criticou deputados estaduais que, segundo ele, “passam pano para bandido” ao aprovarem medidas como a liberação de mercadinhos dentro de presídios.
Ranalli também fez duras críticas ao sistema de Justiça e voltou a defender penas mais severas para crimes bárbaros. Ele citou o assassinato de Emelly Azevedo — outra adolescente morta brutalmente em março deste ano — como exemplo da falência do sistema penal e elogiou a postura da senadora Margareth Buzetti (PSD), que tem defendido o endurecimento das leis.
“Tem gente que defende bandido, progressão de pena, regalias em presídio. Eu defendo que quem comete crime brutal tem que pagar caro. Merece ser eliminado”, afirmou Ranalli.
Caso Heloysa
Heloysa Maria foi assassinada no dia 22 de abril, após ser sequestrada e levada de casa durante um falso roubo. Seu corpo foi encontrado dentro de um poço, com sinais de asfixia e amarrado.
Benedito, que era padrasto da vítima, teria planejado o crime com o próprio filho e cooptado dois menores, oferecendo como recompensa o direito de levar o que quisessem da residência da jovem.
Durante a investigação, Gustavo confessou a participação no assassinato e apontou o pai como mentor do plano. Já Benedito alegou à polícia que queria apenas “dar um susto” na menina e na mãe dela, Suellen Alencastro. Posteriormente, tentou culpar a companheira, alegando que ela não aceitava a orientação sexual da filha.
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