Polícia
Alunas criaram grupo inspirado em facção criminosa e tinham vídeos de outras agressões, diz PC
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Alto Araguaia, investiga as agressões praticadas contra uma adolescente, de 12 anos, no interior de uma escola estadual do município. A situação em que a menor apanha de um grupo de alunas da escola foi filmada pelas menores envolvidas e divulgadas por meio de redes sociais.
As investigações iniciaram na segunda-feira (4) após a equipe da Delegacia de Alto Araguaia receber o vídeo em que a menor aparecia sendo agredida covardemente sem qualquer condição de defesa. Iniciadas as investigações, os policiais da Delegacia de Alto Araguaia identificaram as quatro menores envolvidas, sendo uma delas, criança com apenas 11 anos de idade.
As investigações apontaram que as alunas montaram um grupo entre si, semelhante a uma organização criminosa, em que definiam atribuições e regras para suas integrantes. A aluna vítima das agressões estaria sendo castigada após descumprir alguma das regras criadas pelo grupo. Durante a sessão de castigo, uma das regras impostas era de que a vítima não poderia chorar, caso contrário aumentariam as agressões.
Na apuração dos fatos, foram ouvidas cerca de 10 pessoas, entre elas as menores envolvidas, os pais, a diretoria da escola e a vítima. As adolescentes que participaram do ato confessaram as agressões contra a adolescente e também que agrediram outras quatro colegas que descumpriram as regras impostas pelo grupo.
Nos aparelhos celulares das menores foram encontrados vídeos das outras agressões praticadas por elas. Uma das adolescentes identificadas, já havia sido conduzida à delegacia recentemente, ocasião em que estava andando com maiores de idade, faccionados e em posse de entorpecentes
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marcos Paulo Batista de Oliveira, nas investigações também foi realizado o levantamento do histórico de familiares das adolescentes envolvidas, sendo constatado em algumas famílias a presença de integrantes de facção criminosa, o que pode influenciado atuação das menores.
“Durante as oitivas, foi possível verificar que algumas das menores envolvidas tentava reproduzir no ambiente escolar, aquilo que presenciava dentro de casa”, disse o delegado.
Por se tratar de procedimento envolvendo menores de idade todas as informações devem ser mantidas em sigilo e as apurações serão encaminhadas ao Ministério Público para andamento das providências relacionadas às menores envolvidas.
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