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Alvo reclama que patrocinadores estão sendo presos ou mortos

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O promotor de eventos Elzyo Jardel Xavier Pires reclamou que estava tendo prejuízos com shows na Capital por que seus “patrocinadores”, membros de uma facção criminosa, estavam sendo presos ou mortos.

 

A informação consta na denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) contra ele e outras 13 pessoas no âmbito da Operação Ragnatela.

 

A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro da principal facção criminosa do Estado por meio da compra de casas noturnas e realização de shows nacionais, em Cuiabá.

 

A investigação captou um diálogo entre Jardel e uma mulher identificada como Luana, onde ele fala dos prejuízos com os eventos, já que os faccionados que investiam na promoção dos shows estão presos ou mortos.

 

“Todo mundo quer fazer festa, festa, festa, festa, o povo tá com esse dinheiro não”, diz. “E outra, os bandidos que gastava dinheiro mesmo, tá tudo morrendo, tá tudo sendo preso” (sic).

 

Para o Gaeco, a conversa demostra a ligação de Jardem com a facção. Veja: 

 

 

A denúncia ainda aponta que o promotor de eventos realizou diversas transferências bancárias com a casa de shows Strick Pub, umas das que teria sido compradas pela facção, gerando a entrada de aproximadamente R$ 78,5 mil entre os meses de agosto de 2021 e fevereiro de 2022, recebendo o valor de R$ 92,7 mil, divididos em 25 transações.

 

Conforma o Gaeco, Jardel também realizou 15 transações com o também promotor de eventos e o ex-servidor da Câmara de Cuiabá Rodrigo Leal, um dos principais alvos da operação, totalizando a soma de R$ 52,7 mil.

  

“Assim, depreende-se que o denunciado além de realizar transações bancárias com outros integrantes da ORCRIM, também realiza saques e depósitos em sua própria conta bancária, dos valores obtidos através dos shows realizados pela facção criminosa”, diz trecho da ação.

 

A denúncia 

 

Além de Jardel e Leal, também foram denunciados os empresários Willian Aparecido da Costa Pereira, conhecido como “Gordão”, Clawilson Almeida Lacava, o “Gauchinho”, e Agner Luiz Pereira de Oliveira, e  o ex-jogador de futebol João Lennon Arruda de Souza. 

 

E ainda Joadir Alves Gonçalves, vulgo “Jogador”, Joanilson de Lima Oliveira, vulgo “Japão”,  Ana Cristina Brauna Freitas, Kamilla Beretta Bertoni, Lauriano Silva Gomes da Cruz, Matheus Araujo Barbosa, Rafael Piaia Pael,  e Wilson Carlos da Costa.

 

Já outros seis investigados, que chegaram a ser indiciados pela a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MT), deixaram de ser denunciados. 

 

São eles: Everton Marcelino Muniz, conhecido como DJ Everton Detona, a influenciadora digital Stheffany Xavier de Melo Silva,  Vinicius Pereira da Silva, Antidia Tatiane Moura Ribeiro, Danilo Lima de Oliveira e Renan Diego dos Santos Josetti. 

 

Segundo o promotor, “embora seja evidente a ligação dos eventos realizados pelo Grupo G12 com a facção criminosa, para a lavagem de capitais oriundos de práticas ilícitas, não há, neste momento, conteúdo probatório suficiente a corroborar que os investigados tivessem pleno conhecimento do envolvimento da referida facção criminosa nos eventos produzidos”.

 

O vereador de Cuiabá Paulo Henrique (MDB), que foi alvo da operação, não chegou nem mesmo a ser indiciado pela Ficco/MT, também não sendo denunciado pelo Gaeco.

 

No documento, porém, o delegado dda Polícia Federal Antonio Flavio Rocha Freire, supervisor da Ficco/MT, ressaltou que “serão instaurados novos inquéritos policiais para que a investigação possa dar continuidade em relação aos demais investigados que até então não foram objeto de indiciamento e não sofreram medidas constritivas de liberdade”.

 





Fonte: Mídianews

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