Agricultura
Brasil precisará importar 3 milhões de toneladas de trigo nos próximos 5 meses, diz analista
O ritmo de negócios segue lento no mercado brasileiro de trigo. A base de compra no Paraná está em torno de R$ 1,500 a tonelada, enquanto no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 1,350.
O analista de Safras & Mercado Elcio Bento destaca um reporte de negócio de pequeno volume, com saída do mercado gaúcho para outro estado a R$ 1,320 a tonelada no FOB interior.
“Os produtores, cientes da expressiva necessidade de importação do país, buscam preços que se equiparem ao custo das aquisições internacionais”, disse.
Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deve embarcar 553,709 mil toneladas de trigo em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, as exportações somaram 538,406 mil toneladas. Já em janeiro, totalizaram 657,691 mil toneladas.
De acordo com a entidade, no acumulado da temporada (agosto de 2024 a fevereiro de 2025), as compras no exterior devem atingir 3,909 milhões de toneladas.
“Para alcançar os 6,85 milhões de toneladas necessários ao abastecimento, o país precisará importar mais 2,94 milhões de toneladas nos próximos cinco meses. No mesmo período da temporada anterior, foram adquiridas 2,87 milhões de toneladas”, salientou o analista.
Trigo em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos.
O mercado realizou lucros diante do fim do mês, com os investidores se posicionando diante da proximidade da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos contra México e Canadá. Eventuais retaliações podem afetar a demanda pelas commodities agrícolas estadunidenses.
A melhora climática no Hemisfério Norte contribui com a desvalorização. A força do dólar completou o quadro baixista. Os investidores operam em compasso de espera pelo Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará as primeiras projeções de oferta e demanda para a próxima safra.
Os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam cotados a US$ 5,79 3/4 por bushel, baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 1,36%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2025 encerraram a US$ 5,93 3/4 por bushel, recuo de 8,50 centavos de dólar, ou 1,41% em relação ao fechamento anterior.
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