Mato Grosso
Câmara Setorial prorroga por mais 180 dias acompanhamento da UHE Colíder
A Câmara Setorial Temática (CST) da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso que acompanha os impactos do rebaixamento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Colíder (UHE Colíder) no rio Teles Pires, aprovou nesta quinta-feira (26), a prorrogação dos trabalhos por até mais 180 dias. A deliberação ocorreu durante reunião ordinária destinada à análise de documentos técnicos e à avaliação do atual estágio da barragem.
Com a medida, o grupo liderado pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos): mantém o acompanhamento técnico da retomada gradual do enchimento do reservatório, autorizada na última semana pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), com elevação prevista entre 20 e 25 centímetros por dia.
A CST foi instalada no ano passado, após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir o rebaixamento controlado de aproximadamente 17 metros no nível do lago, medida adotada após a identificação de falhas em drenos da barragem. O reservatório da usina integra a bacia do Rio Teles Pires e banha os municípios de Colíder, Itaúba, Nova Canaã do Norte e Cláudia.
Segundo o deputado Diego Guimarães, que requereu a audiência pública e a criação da Câmara Setorial, no momento da instalação do grupo havia 17 drenos sob alerta, sendo quatro com falhas que motivaram a redução do nível da água como medida preventiva de segurança.
“O trabalho começou em um cenário de alerta, com necessidade de esclarecimentos técnicos sobre a estrutura da barragem. Após quase 180 dias de acompanhamento, os apontamentos estruturais foram sanados e a barragem passou para estado de atenção. Mesmo com a autorização para o reenchimento, o monitoramento continua”, afirmou o parlamentar.
Durante esse período, a CST aprovou requerimentos solicitando relatórios técnicos, documentos de monitoramento ambiental e informações às concessionárias responsáveis pelo empreendimento e aos órgãos competentes. Também foram realizadas oitivas com representantes do poder público, da sociedade civil e das empresas envolvidas.
Com a fase de recomposição do reservatório, o acompanhamento passa a incluir o monitoramento de possíveis impactos ambientais decorrentes do reenchimento e a discussão sobre a reparação de danos econômicos relatados por empreendedores da região.
A prorrogação dos trabalhos reafirma o papel fiscalizador da Assembleia Legislativa no acompanhamento de empreendimentos de grande impacto, garantindo análise técnica das informações, transparência dos dados e prestação de esclarecimentos à população mato-grossense.
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