Mato Grosso
Diego Guimarães critica Energisa e cobra ação da AGER diante de apagões em municípios de Mato Grosso
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ANGELO VARELA / ALMT
O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), nesta quarta-feira (26), durante sessão ordinária afirmou que a empresa Energisa presta um desserviço a Mato Grosso ao não dar assistência aos municípios prejudicados pela falta de energia elétrica.
Em seu discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado disse ter encaminhado à Energisa um requerimento para que ela apresente medidas emergenciais a serem tomadas quando municípios ficarem sem eletricidade.
O deputado manifestou “repúdio e indignação” ao avaliar que as finanças dessas cidades são prejudicadas pelo déficit elétrico. Diego, ainda, exigiu que a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER-MT) fiscalize o cumprimento das funções atribuídas à Energisa.
“Nesta semana, o município de Terra Nova do Norte ficou completamente ilhado por falta de energia. Até quando a Energisa fará esse desserviço para Mato Grosso? Faço um requerimento, no qual solicito quais são as medidas emergenciais tomadas pela empresa no caso de queda de energia. Isso acontece pelo Estado afora. É uma vergonha”, relatou.
“Sem energia, não tem como avançar. Muitos municípios perdem vultuosos investimentos por conta da rede antiga, de má qualidade e sem conservação que a Energisa dá aos consumidores. Fica aqui o meu repúdio, a minha indignação e cobrança à Energisa e AGER. A AGER precisa fiscalizar o cumprimento deste contrato”, acrescentou.
Diego considerou que a AGER deve exigir melhorias da Energisa para não haver novos problemas caso o Governo do Estado aumente a duração do contrato de prestação dos serviços.
Além disso, citou que cidadãos ficam desassistidos e empresários sofrem prejuízos pela falta de energia elétrica.
“O que a AGER está fazendo? Qual multa está sendo aplicada à Energisa? Possivelmente, será assinada uma prorrogação do contrato e continuarão com esse desserviço. Há compromissos que precisam ser assumidos e cumpridos”, pontuou.
“Quando há falta de energia, quem tem uma sorveteria perde o estoque. Quem quer ligar um computador não consegue trabalhar. Em Terra Nova, o fórum deixou de prestar serviço judicial porque os servidores não tinham condições de trabalho. Do jeito que está, não adianta vir ferrovia. Precisamos de industrialização, mas usamos energia elétrica”, completou.
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