Judiciario
Dupla é condenada por morte de casal, filho e amigo em MT
Dois homens identificados como Jânio Domingos de Brito e Jacó Nascimento de Melo foram condenados a 68 anos de prisão cada pelo caso que ficou conhecido como a “Chacina de Aripuanã”. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (13), pelo Tribunal do Júri da comarca da cidade.
O crime ocorreu no dia 23 de novembro de 2020, quando as vítimas seguiam a caminho de um garimpo no Município.
As quatro vítimas assassinadas a tiros foram identificadas como Euzilene Tavares Viana, de 41 anos, seu marido, Leôncio José Gomes, de 40, o filho Luiz Felipe Antônio da Silva, de 19, e um amigo do casal, Jonas dos Santos, de 25.
A esposa de Jonas, Laurilene Vieira Viana, grávida de quatro meses, também estava junto, mas foi poupada pelos criminosos após súplicas do seu marido.
Jânio e Jacó foram condenados por homicídio qualificado das quatro vítimas e o sequestro e cárcere privado das cinco. O total da condenação foi de 68 anos, quatro meses e 10 dias de reclusão.
O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria dos crimes atribuídos aos réus, além das qualificadoras de meio cruel e emboscada. Ambos iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade. Atuou no júri o promotor de Justiça William Johnny Chae.
O crime
Os crimes ocorreram em 23 de novembro de 2020, em uma estrada rural próxima ao garimpo da Serra. Jacó e Jânio, Josué do Nascimento Melo e Gedeon Ribeiro Menezes, foram contratados por Leandro Ribeiro Mendes para executar o casal Elzilene e Leôncio.
Na manhã do crime, os executores posicionaram uma caminhonete na entrada do garimpo. Quando o casal alvo do bando chegou, acompanhado do filho e do casal de amigos, eles foram cercados por homens armados que se identificaram falsamente como policiais e alegaram que os levariam à delegacia para averiguações.
As vítimas foram algemadas, divididas em dois veículos e levadas até uma estrada isolada, no sentido do distrito de Tutilândia.
No local, Elzilene, Leôncio, Luiz Felipe e Jonas foram obrigados a entrar na mata, onde foram brutalmente assassinados com diversos disparos de arma de fogo.
Laurilene, grávida de quatro meses, foi poupada após súplicas de seu companheiro.
Após o crime, os executores fugiram e a caminhonete usada na emboscada foi queimada na tentativa de dificultar as investigações.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o mandante dos crimes, Leandro Ribeiro Mendes, foi assassinado em setembro de 2023. Os comparsas dele, Gedeon e Josué, também foram mortos, em fevereiro de 2022 e em 2021, respectivamente.
Segundo as investigações, o crime foi motivado pela disputa de espaço dentro do garimpo.
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