Economia
Endividamento recua, mas inadimplência volta a subir; maioria é por cartão de crédito
A capital mato-grossense segue com tendência de queda no número de famílias endividadas, que passou de 85,7% em setembro para 84,8% em outubro. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o total de famílias com dívidas relacionadas a cheques, cartões, boletos, empréstimos e financiamentos atinge 177,6 mil.
A redução, segundo o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, também pode indicar uma melhora das finanças familiares, ao passo que as famílias ainda encontram dificuldades para quitar suas dívidas. “A redução do endividamento das famílias sinaliza uma melhora gradual na gestão financeira doméstica, mas o aumento da inadimplência, mesmo que leve, indica que parte dos consumidores ainda enfrenta dificuldades para equilibrar o orçamento em um contexto de crédito e juros elevados”.
Após seis meses de queda, o índice de famílias que disseram estar com contas em atraso apresentou um leve acréscimo, passando de 15,3% em setembro para 16% em outubro. Somente entre as famílias que disseram possuir compras adquiridas a prazo, a taxa de inadimplência está em 18,9%.
Ao serem questionadas sobre a capacidade de quitar as dívidas atrasadas, 36,0% declararam esperar pagar ao menos uma parte da dívida, enquanto 32,3% consideram que não vão conseguir quitar o valor devido; apenas 31,8% acreditam que irão pagar totalmente. Em comparação ao total de famílias da capital, 5,2% afirmam que não irão quitar suas dívidas, resultado maior em relação aos 4,6% registrados em setembro.
Quanto ao tipo de dívida, o cartão de crédito continua como o principal, com 81,2%, seguido pelos carnês, com 20,7%. Na sequência aparecem os financiamentos e empréstimos: financiamento de carro (5,6%), imobiliário (4,6%) e crédito pessoal (4,3%).
Sobre o tempo de comprometimento com dívidas, a maior parte das famílias afirmou possuir contas que duram mais de um ano, o que corresponde a 31,9%. Outras 26,3% informaram ter dívidas entre três e seis meses; e 25,2% disseram possuir dívidas de até três meses. Por fim, 16,3% das famílias alegaram ter contas parceladas com duração entre seis meses e um ano.
No cenário nacional, a quantidade de famílias endividadas subiu de 79,2% em setembro para 79,5% em outubro. Apesar do aumento tímido – ao contrário do movimento local –, o contingente de famílias com dívidas chegou a 13,37 milhões. Este é o sétimo mês seguido de alta na pesquisa. A quantidade de famílias com contas em atraso também subiu, passando de 5,21 milhões para 5,23 milhões entre setembro e outubro deste ano.
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