Polícia
Filha de Renato Nery fala sobre medo de sair de casa após crime e pede Justiça
Reprodução/TVCA

Lívia Moreira Gomes Nery, filha do advogado Renato Gomes Nery, morto em julho deste ano, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, falou sobre a sensação de medo após o crime. Em entrevista exclusiva à TV Centro América, afiliada da Rede Globo, Lívia disse que não queria deixar nem o filho ir para a escola, por medo do menino não voltar vivo para casa.
“Tenho um filho de 4 anos. Nos primeiros dias, eu não queria deixar ele ir pra escola, quando olhava não sabia se ele ia voltar para casa vivo”, desabafa aos prantos.
Ainda conforme Lívia, nos primeiros dias após a morte, ela foi orientada a não circular pela cidade. “Não deixavam a gente andar de carro, não deixavam a gente circular. A própria polícia orientou: ‘cuidado com vocês’. Cuidado com o que? Quem está atrás de nós?”, pergunta.
“A gente espera que seja feita Justiça. A gente espera algum posicionamento, a gente espera que a nossa vida, de alguma forma, seja normal”, frisa.
Depois, Lívia desabafa sobrea falta de respostas sobre a autoria do crime. “O que nos espanta é como uma pessoa recebe 7 tiros na cabeça no meio de uma avenida, à luz do dia, em horario comercial, com a avenida movimentada. Como isso aconteceu e ninguém consegue apontar quem é, ninguém consegue falar nada”, completa.
Ainda conforme Lívia, o pai não recebia ameaças de mortes de alguém específico, mas sabia que ele era extremamente combativo e que já tinha feito representações na Justiça contra ‘pessoas de alto escalão’. “Meu pai não tinha ameaçadas de alguém específico, ameaças de mortes. O que tem é que meu pai era um advogado, um advogado extremamente combativo. Fez representações contra advogados, juízes, desembargadores e fez várias denúncias. Cremos que possa ter alguma coisa vinculada a isso, mas a gente tambem não sabe”, explica.
Na manhã desta quinta (28), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório JB Advocacia, de Antônio João de Carvalho e Gaylussac Dantas de Araujo, que haviam sido representados por Renato Nery. O advogado Agnaldo Bezerra Bonfim, sócio do escritório, também foi alvo.
Além dos advogados, são investigados na operação os empresários Julineri Goulart e César Jorge Sechi, que são de Primavera do Leste. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a motivação para o homicídio de Renato Nery seria a disputa de terra.
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