Judiciario
Juíza manda sargento cumprir prisão na Escola de Praças de MT
A Justiça determinou que o sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira cumpra sua prisão temporária na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (ESFAP), em Cuiabá.

Adote as medidas necessárias e imediatas visando a garantia da integridade física e da própria vida do apresentado
O policial também foi advertido para não manter contato com outros quatro militares presos, suspeitos de envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em julho do ano passado na capital mato-grossense.
A decisão foi dada pela juíza Silvana Ferrer Arruda, em audiência de custódia realizada no último sábado (8), após Heron se entregar à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Ele era considerado foragido no âmbito da Operação Office Crimes – A Outra Face, deflagrada na manhã de quinta-feira (6).
Durante a operação, foram presos os policiais Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins, além de Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como o executor do crime.
Na decisão, a juíza também determinou a adoção de medidas especiais para garantir a segurança de Heron, dada sua condição de policial militar. Um ofício foi expedido ao local de sua custódia para assegurar sua integridade física durante o cumprimento da prisão.
“Considerando a informação de que o autuado é policial militar, determino seja expedido ofício ao responsável pelo local para onde ele será encaminhado para que adote as medidas necessárias e imediatas visando a garantia da integridade física e da própria vida do apresentado”.
“Assegurando, inclusive, a sua permanência em local seguro, uma vez que é policial militar, e, por conta do exercício dessa função, pode ter problemas sérios com relação à sua segurança”, escreveu a magistrada.
Heron também foi alvo da Operação Simulacrum, que investigou um grupo de mais de 60 policiais militares suspeitos de envolvimento em 24 mortes em simulações de confrontos, sendo denunciado pelo Ministério Público.
Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral está acompanhando o caso e reafirmou que a instituição “não coaduna com nenhum tipo de crime, seja dentro da corporação ou fora dela”.
O crime
Nery foi assassinado aos 72 anos com sete tiros na cabeça no dia 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele foi baleado. Nas imagens, é possível ver um homem aguardando o advogado, que, após ser atingido, cai no chão.
Renato foi encaminhado a uma unidade de saúde, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
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