Política
Mauro não seguirá decreto de Lula sobre segurança e diz que abre mão do ‘dinheirinho da União’
O governador Mauro Mendes declarou que “discorda completamente” do decreto do governo Lula para regular o uso da força por policiais nos Estados e uma das normas é que o uso de arma de fogo por policiais só poderá ser usada como último recurso, não pode ser usada contra pessoa desarmada que esteja em fuga ou a veículo que desrespeite o bloqueio policial; policial ou agente de segurança poderá usar a força quando outros recursos não forem suficientes e o nível de força utilizado seja compatível com a ameaça apresentada pela pessoa envolvida.
O decreto não será imposto para Estados mas o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para ações que envolvam o uso da força pelos órgãos de segurança pública dos Estados está condicionado a este decreto.
Mauro criticou a “estratégia de querer fazer esse grande debate em cima da Polícia Militar como que se eles fossem os causadores dos grandes índices de violência e da insegurança que o cidadão tem hoje em praticamente em todos os Estados”. “Tá tudo errado na minha opinião. Eu respeito o presidente mas discurso da estratégia”.
Sobre o condicionamento de repasses financeiros para os Estados seguindo o decreto, Mauro disse que “Primeiro, é um erro. Segundo porque o dinheirinho da União é muito pouco diante daquilo que todos Estados, inclusive o meu” “não conheço os números efetivos mas tenho certeza que a segurança pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal que nós bancamos com o dinheiro do Estado é muito, mas muito maior que esse dinheirinho que eventualmente deixaria de vir. No meu Estado eu adianto que prefiro deixar de ter que seguir uma regra que eu acredito que não vai ajudar na estratégia de melhorar o ambiente de segurança pro cidadão e para a sociedade”, disse, a Jovem Pan.
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