Judiciario
MPE pede que trio acusado pelo crime seja levado a júri popular
O MPE (Ministério Público do Estado) pediu que trio acusado de envolvimento na morte do advogado Roberto Zampieri seja levado a júri popular.
O crime aconteceu no dia 5 de dezembro do ano passado, no Bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas contratou as pessoas de Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa para matarem Roberto Zampieri
Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foram denunciados por homicídio qualificado.
O pedido de pronúncia dos réus consta nos memoriais finais da ação penal e foi assinado pelos promotores Samuel Frungilo, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, Vinicius Gahyva Martins e Jorge Paulo Damante Pereira.
“Narram os autos de inquérito policial que, por motivos ainda não esclarecidos, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas contratou as pessoas de Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa para matarem Roberto Zampieri”, diz trecho do documento.
Antônio foi apontado pelas investigações policiais como o autor dos disparos que mataram Zampieri, em 5 de dezembro de 2023. Ele confessou a autoria do crime.
Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas negam qualquer envolvimento.
As qualificadoras imputadas ao trio constam no artigo 121, § 2º, incisos I (mediante paga e promessa de recompensa), IV (recurso que dificultou a defesa da vítima) e VIII (emprego de arma de fogo de uso restrito), c/c artigo 29 (concurso de agentes), ambos do Código Penal.
O crime
Conforme as investigações, Antônio se aproximou de Zampieri sob o falso pretexto de contratar seus serviços profissionais. Ele dizia que tinha um sobrinho que morava no Texas (EUA) e que queria adquirir uma propriedade rural para criar vacas.
“Inobstante tenha se apresentado com seu nome verdadeiro e, inclusive, declinando seu real terminal telefônico, fez questão de adotar um esdrúxulo ‘disfarce’, apresentando-se como capelão, mancando e fazendo uso de uma bengala”, diz trecho do documento.
Antes de cometer o crime, Antônio tentou marcar um encontro com a vítima na propriedade que fingiu ter interesse. Zampieri, no entanto, enviou um amigo e se livrou da morte naquela vez.
Em 5 de dezembro, quando deixava seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, o advogado foi atingido por cerca de dez disparos dentro do seu carro, um Fiat Toro branco.
Assumiu sozinho
A primeira audiência de instrução e julgamento da ação penal sobre a morte do advogado aconteceu no dia 22 de julho.
Nela o pedreiro Antônio assumiu ter sido o autor dos disparos que mataram o advogado Roberto Zampieri. Ele, entretanto, negou o envolvimento dos outros dois réus no crime.
Antônio negou também o envolvimento do empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado pela Polícia como mandante do crime.
Antônio disse ter sido pressionado pelos delegados durante depoimento e prometeu revelar durante o júri a mando de quem agiu.
“Eu não vou revelar agora, porque sei com quem estou mexendo. Rechaço a participação do Hedilerson, do coronel e do Aníbal”, disse.
“Eu só falei por pressão dos delegados. Falaram que meus filhos estavam lá embaixo [da delegacia] e que podiam incriminar eles”, acrescentou.
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