Agricultura
Muita chuva até o fim do ano: saiba os impactos na lavoura de soja
A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para a continuidade das chuvas até o final de 2024. Nos próximos dias, as precipitações ganham força, especialmente no Centro-Oeste, em Minas Gerais e São Paulo, com volumes que podem ultrapassar 80 mm em cinco dias.
Já no Matopiba, a tendência é que, ao aproximar-se da semana do Natal, entre 19 e 23 de dezembro, os acumulados de chuva ultrapassem os 80 mm tanto no Tocantins quanto no Maranhão. A chuva também avança gradualmente para o norte do Pará.
Chuva que fica no Sul do Brasil
Enquanto isso, o sul do país, especialmente o Rio Grande do Sul, experimenta chuvas persistentes, principalmente na porção sul, o que contribui para a reposição hídrica do solo. O verão, que se aproxima, deve apresentar volumes de precipitação acima da média em algumas regiões. O Centro-Oeste, Minas Gerais, São Paulo e Paraná terão chuvas intensas, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta um período mais seco. No entanto, as precipitações não devem impactar as lavouras de soja, já que os volumes estimados ficam entre 100 e 130 mm nos próximos 30 dias.
E a lavoura de soja no Matopiba?
No Matopiba, a tendência também é de chuvas acima da média, o que é um alívio para as lavouras em fase de enchimento de grãos. Contudo, uma situação mais preocupante é observada no norte do Pará, onde os volumes de precipitação ficam abaixo da média. Em fevereiro, com algumas lavouras já em fase final de enchimento de grãos e outras no início da colheita, o impacto da chuva fora do esperado pode afetar o ritmo da colheita, especialmente nas áreas do Centro-Sul, mas ao mesmo tempo, pode beneficiar outras lavouras em fase de enchimento.
Março de 2025
Quando analisamos a previsão para março, o cenário se torna ainda mais desafiador. Durante o meio e final da colheita, há uma expectativa de chuvas intensas em várias regiões produtoras, como o Centro-Oeste, Sudeste, Matopiba e a região Sul. Essas precipitações não só podem prejudicar o andamento da colheita, mas também dificultar o início da semeadura do milho segunda safra, um momento crítico para os produtores. A combinação de chuvas excessivas e atrasos na colheita pode impactar diretamente a produtividade e a logística das lavouras.
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