Polícia
Polícia apreende ouro e armas; alvos foram denunciados por advogado morto
João Aguiar/Rdnews

O delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), fala sobre investigações da morte de Renato Nery
O delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), revela que os alvos da operação Office Crime, deflagrada hoje (28), são os mesmos denunciados pelo advogado Renato Nery, antes dele ser executado em julho deste ano. “Os alvos que estão aqui são os que o Renato denunciou, mas a investigação não partiu apenas da denúncia do Renato, houve uma investigação mais complexa que resultou na operação de hoje. A gente não pode comentar muitos detalhes para não prejudicar às investigações”, disse Bruno à imprensa após cumprir ordens de busca e apreensão no escritório JB Advocacia, na avenida Presidente Marques, em Cuiabá.
O delegado detalha que os três advogados investigados – Antônio João de Carvalho Júnior, Agnaldo Bezerra Bonfim e Gaylussac Dantas de Araújo – trabalham no JB Advocacia. “Nós apreendemos tudo que possa servir para a investigação, para buscar elementos que possam subsidiar às apurações. Foram apreendidos notebooks, computadores, celulares e GPS que pode ter sido utilizado em veículos”, conta.
Além disso, investigadores apreenderam armas, R$ 30 mil em espécie dentro de cofre e barras de ouro na casa de investigados e também no escritório.
Além dos advogados, são alvos da operação os empresários Julineri Goulart e César Jorge Sechi, que são de Primavera do Leste. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a motivação para o homicídio de Renato Nery seria a disputa de terra.
As medidas cautelares foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), após representação dos delegados da DHPP responsáveis pela investigação.
Denúncia
Antes de ser morto a tiros, o advogado Renato Nery havia ingressado com representação disciplinar na Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT), contra os advogados Antônio João de Carvalho e Gaylussac Dantas de Araujo, por conta de um suposto descumprimento de regras disciplinares em processos relativos à disputa por terra.
Na denúncia, Nery acusava Antônio de chefiar um “escritório do crime” que, por meio de manobras processuais, atuaria fraudando disputa de terras em Mato Grosso para “tomar” as propriedades. Nesta quinta-feira (28), Antônio e Gaylussac foram alvos da Polícia Civil por suspeita de envolvimento no assassinato.
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