Polícia
Polícia Civil mira traficantes e “laranjas” por envio de drogas para GO e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a Operação Testa de Ferro, para cumprimento de 49 ordens judiciais contra um grupo criminoso envolvido no envio de drogas para Goiás e na lavagem de dinheiro do tráfico interestadual.
Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão, além de 16 bloqueios de contas bancárias e o sequestro de 16 veículos vinculados aos investigados. As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As ordens judiciais estão sendo executadas nos municípios de Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e Juína, no estado de Mato Grosso; e também nas cidades de Luziânia, no estado de Goiás, e em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o estado.
Tráfico e lavagem
As investigações tiveram início a partir de uma prisão relacionada ao tráfico na cidade de Pontes e Lacerda. Com o avanço dos trabalhos, foi possível identificar toda a dinâmica do grupo criminoso, que encaminhava os entorpecentes para o estado de Goiás.
Para ocultar a origem ilícita dos bens adquiridos, o grupo usava contas de terceiros, que atuavam como “laranjas” do grupo criminoso.
“A operação busca desarticular o esquema criminoso, interromper a movimentação financeira ilícita e garantir a efetividade das medidas patrimoniais determinadas pelo Poder Judiciário”, apontou o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pelas investigações.
Nome da operação
O termo testa de ferro representa a pessoa que empresta nome, documentos ou identidade para figurar falsamente como proprietária ou responsável por um negócio, bens ou transações, ocultando o verdadeiro beneficiário ou dono, que age nos bastidores. O nome faz referência à prática utilizada pelo grupo criminoso para ocultar as atividades ilícitas, evitar responsabilidades legais ou proteger a identidade em transações suspeitas.
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