Polícia
Saiba quem é a funcionária suspeita de desviar mais de R$ 400 mil de hospital em Cuiabá
Lorenna Nascimento Antonelli é a funcionária suspeita de desviar mais de R$ 400 mil do Memorial Hospital Karol Wojtyla, clínica especializada em cirurgias plásticas, em Cuiabá. Ela foi alvo da Operação Perfídia, deflagrada nesta terça-feira (27).
De acordo com as investigações, Lorenna se aproveitava do cargo de confiança que ocupava para acessar o sistema financeiro da instituição e desviar valores de forma reiterada, causando prejuízo significativo ao hospital.
Durante a operação, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo bancário e telefônico, além do sequestro de bens móveis e imóveis da investigada. Um Toyota Corolla, que estava em posse dela, foi apreendido.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Luiz Felipe Leoni, a recuperação dos valores desviados é parte central da estratégia da Polícia Civil no enfrentamento aos crimes patrimoniais.
“A descapitalização dos agentes criminosos é uma medida essencial para garantir a efetividade da persecução penal. Essa diretriz tem orientado o trabalho da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá”, afirmou.
As apurações da Derf apontam que Lorenna transferia os valores pagos pelos pacientes para uma conta bancária pessoal e para outra vinculada a um instituto controlado por ela, sem qualquer respaldo contratual ou justificativa operacional.
Conforme a polícia, os pacientes realizavam pagamentos acreditando estar quitando cirurgias e procedimentos médicos junto ao hospital, mas os valores nunca eram depositados na conta institucional da clínica.
Com acesso à agenda cirúrgica, a investigada emitia recibos, orientava pagamentos via Pix ou por maquininha de cartão, direcionando os valores para contas sob seu controle.
Em alguns casos, ela teria emitido notas fiscais falsas, simulando procedimentos inexistentes ou utilizando dados inverídicos, numa tentativa de dar aparência de legalidade às transações.
As investigações também revelaram que Lorenna continuou praticando os crimes mesmo após ser desligada da empresa, em fevereiro de 2025. Ela seguia se apresentando como funcionária do hospital e mantinha contato com pacientes, solicitando novos pagamentos.
Segundo a Derf, a conduta demonstra dolo continuado e intenção clara de manter a prática criminosa.
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