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Samir (PL) prioriza população e não ideologias entre os governos municipais e federal

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Em meio a debates sobre a relação entre o governo federal e o município, o vereador Samir, do Partido Liberal (PL), conhecido como “Samir Japonês”, destacou a importância de programas habitacionais como o “Minha Casa, Minha Vida”, mas ressaltou que o foco deve ser no benefício da população, mesmo diante de divergências ideológicas. A declaração surge em resposta à recusa do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, em receber o presidente Lula para o lançamento de um empreendimento com quase 700 casas na capital.

Samir reconheceu a necessidade de melhorias na sociedade, mas ponderou sobre a declaração de Abílio. “Nós precisamos sim, a sociedade precisa melhorar. Eu não acho que o Abílio tenha essa responsabilidade[…] não é errado falar que nós não precisamos do governo federal. Nós não precisamos politicamente, nós não pensamos ideologicamente igual, mas dizer que nós não precisamos de dinheiro do governo federal, com muito respeito ao Abílio…”, comentou o vereador.

A polêmica gira em torno do lançamento de um empreendimento com quase 700 unidades habitacionais em Cuiabá, dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que foi denominado “Casa Cuiabana” pelo prefeito. Abílio Brunini declarou que não receberá o presidente Lula para o evento.

Diante dessa situação, Samir fez um apelo direto aos seus colegas vereadores de Cuiabá. “Olha, nós temos aí várias matérias falando sobre o Rodanel, sobre como que as pessoas têm vivido lá. Eu, se não tiver os vereadores, eu até peço para que os vereadores de Cuiabá, se eles não quiserem essas 700 casas, que mandem para Várzea Grande, nós sim queremos”, declarou o vereador, evidenciando o interesse de seu município em receber o empreendimento.

Questionado se ele colocaria “tapete vermelho” para o presidente Lula, Samir foi categórico: “Não, tapete vermelho também não. Não, porque ideologicamente eu acho que o pensamento não é…”, respondeu, indicando que a recepção não seria de cunho político ou ideológico.

No entanto, o vereador fez uma ressalva importante, enfatizando que o mérito do programa é a população que será beneficiada. “Mas setecentas casas compensam um tapete vermelho, não compensa não?”, foi indagado. Samir esclareceu seu ponto de vista: “Eu falo que merece, merece respeito pelo fato de que quem vai desfrutar dessa casa às vezes é a população. Então assim, eu digo que se realmente eles não quiserem que possa passar lá pra Flávia lá essas setecentas casas, tenho certeza que Várzea Grande vai receber essas setecentas casas de portas abertas.”

Dessa forma, Samir Japonês deixou claro que o seu recado é de interesse pelas casas e pelo benefício que elas trarão à população, e não de uma recepção política ou de apoio ao presidente Lula. Sua preocupação reside no bem-estar dos cidadãos, mesmo diante de conflitos de ideologias entre o governo federal e as administrações municipais, demonstrando um pragmatismo focado nas necessidades da comunidade.



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