Judiciario
Sérgio Ricardo articula criação de núcleos produtivos para fortalecer agricultura familiar
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu a criação de núcleos produtivos de agricultura familiar na Baixada Cuiabana, em parceria com instituições públicas e científicas.
A iniciativa foi discutida nesta terça-feira (25), em reunião com representantes da Embrapa Agrossilvipastoril de Sinop, que destacaram o papel do setor no desenvolvimento do estado.
A proposta prevê a organização de pequenos produtores em estruturas integradas para ampliar a produção de peixe, hortifruti e fruticultura utilizando a água do Rio Cuiabá, o que vai ampliar a oferta de alimentos na região e reduzir a dependência de cargas vindas de outros estados.
“Vamos instalar um grande núcleo produtivo com criação de peixe, produção de hortifruti e fruticultura de médio e longo prazo, como banana e laranja. A ideia é criar um território produtivo. O agronegócio já tem o seu espaço consolidado e o povo não come soja e não come algodão. Então, é nisso que estamos pensando ao implementar esses grandes núcleos”, explicou Sérgio Ricardo.
Ao apresentar a proposta, Sérgio Ricardo também chamou a atenção para o enfrentamento das desigualdades que marcam o estado, onde coexistem ilhas de prosperidade e de pobreza. “Se os pequenos se juntarem, poderão fazer grandes produções. Nós temos mercado consumidor, então temos que produzir aqui para que o mercado daqui consuma. É preciso pensar grande”, acrescentou.
Na ocasião, a chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Gonçalves Vendrusculo, destacou que a difusão de tecnologias e a formação de parcerias são parte da missão da empresa, especialmente no apoio ao pequeno produtor. “Estamos em harmonia com a iniciativa que o Tribunal de Contas já está engajado, e acredito que uma governança institucional pode, de maneira efetiva, gerar impacto na Baixada Cuiabana.”
De acordo com ela, a empresa enxerga a região com grande potencial produtivo. “A ideia é permitir que os produtores implementem tecnologias, produzam alimentos primeiro para o próprio consumo e, posteriormente, quem sabe, para comercialização. Assim, podemos elevar uma região que é multifacetada, multicultural e que tem um potencial gigantesco, precisando apenas se organizar.”
Foi o que também reforçou o chefe-adjunto da Embrapa, Antônio Marcos dos Santos. “Vimos no Tribunal de Contas uma perspectiva muito positiva. Tenho certeza de que daqui sairão boas negociações, com acordos de cooperação técnica e financeira, que são as ferramentas que temos para fomentar essa junção de boas ideias. Acredito que tem tudo para dar certo”, concluiu.
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