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Sindipetróleo acusa candidatos de usar alta dos combustíveis como “palanque” eleitoral

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O Sindipetróleo-MT reagiu às críticas feitas durante o período eleitoral sobre a alta dos preços dos combustíveis em Mato Grosso e acusou candidatos de transformar o aumento nas bombas em instrumento político. Em nota divulgada nesta segunda-feira (21), a entidade afirmou que os postos estão sendo colocados como responsáveis por um problema que, segundo o sindicato, envolve diferentes etapas da cadeia.

A manifestação ocorreu após o senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para verificar a formação dos preços dos combustíveis no Estado. A iniciativa surgiu após reclamações de consumidores sobre os valores praticados em diferentes municípios.

Sem citar nominalmente os candidatos, o Sindipetróleo afirmou que determinados postulantes estariam concentrando as cobranças de fiscalização nos postos e classificou a postura como “uso eleitoreiro” da alta dos combustíveis.

Segundo a entidade, os postos não são responsáveis pela formação dos preços, mas atuam na etapa final da cadeia, repassando custos definidos anteriormente por usinas, refinarias, importadores e distribuidoras.

O sindicato também apontou fatores que, segundo sua avaliação, contribuíram para a elevação dos custos ao longo de setembro. Entre eles estão a alta do petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, a valorização do açúcar no mercado externo, o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina e a redução das importações de diesel.

Em Mato Grosso, o Sindipetróleo afirma que os revendedores vêm recebendo aumentos sucessivos das distribuidoras. A entidade também relata episódios de restrição no fornecimento, principalmente de óleo diesel, e afirma que a situação pode afetar o abastecimento no Estado.

Apesar das críticas, o sindicato afirma que não é contrário à fiscalização. A defesa da entidade é de que eventual investigação alcance todos os elos da cadeia, e não apenas os postos de combustíveis.

“Não nos opomos a nenhum tipo de fiscalização. Pelo contrário: defendemos o rigor da lei”, afirma o Sindipetróleo na nota.

A entidade sustenta ainda que as margens dos revendedores vêm sendo pressionadas pelos aumentos registrados nas etapas anteriores da cadeia e critica o que considera uma tentativa de atribuir exclusivamente aos postos a responsabilidade pelo preço final pago pelo consumidor.

A discussão ocorre em meio à campanha eleitoral em Mato Grosso e ganhou força após dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrarem diferenças nos preços médios da gasolina entre municípios do Estado. Na semana de 6 a 12 de setembro, o preço médio registrado foi de R$ 6,97 em Cuiabá, R$ 6,52 em Sinop e R$ 6,62 em Rondonópolis.

O Cade ainda deverá analisar a solicitação apresentada por Fávaro. A manifestação do Sindipetróleo, por sua vez, defende que qualquer apuração considere toda a cadeia de produção, distribuição e comercialização dos combustíveis.



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