Saúde
SP: quais são os riscos de usar furadeiras caseiras em cirurgias
No hospital, e traumatologia, furadeiras são usadas para instalar pinos e placas nos ossos, como mostram as imagens as quais o Metrópoles teve acesso.
Especialistas apontam que o uso de equipamentos inadequados coloca pacientes em risco de contaminação e de erro médico, uma vez que oferecem menor precisão.
Risco aumentado
, as furadeiras comuns não possuem registro adequado e têm menos controles de rotação e temperatura, o que compromete o uso.
De acordo com Paulo Henrique Fraccaro, CEO da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (ABIMO), o uso de produtos inadequados pode causar danos irreparáveis.
“A segurança do paciente deve ser sempre a prioridade. Escolher equipamentos baseados apenas no custo coloca a saúde das pessoas em risco. É fundamental que os hospitais sigam as normativas vigentes para garantir um atendimento seguro e eficiente”, afirma.
Diferenças entre furadeira doméstica e cirúrgica
Segundo Fraccaro, esses equipamentos não garantem precisão ou segurança. “Elas têm vibração excessiva, imprecisão durante o furo, podem soltar óleo do sistema interno de lubrificação e têm processo de esterilização arriscado”, explica.
O uso indevido de furadeiras caseiras em procedimentos médicos pode acarretar em descargas elétricas e falta de controle na rotação da broca e levar a consequências graves, como necrose dos tecidos.
As furadeiras cirúrgicas, ao contrário das domésticas, são projetadas para serem vedadas e facilmente esterilizadas. Elas possuem mecanismos de segurança, como controle de rotação e prevenção de superaquecimento, o que permite melhor precisão e segurança no uso durante os procedimentos.
Fiscalização
O Hospital Nossa Senhora do Pari será investigado após a divulgação das imagens. Os vídeos também revelam infiltrações no teto e nas paredes do local. Procurado, o hospital afirmou que está “discutindo o assunto com o departamento jurídico” e que se manifestará publicamente em breve.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) realizou uma inspeção no Hospital Nossa Senhora do Pari para apurar as denúncias.
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