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Técnicos da Vigilância Ambiental integram pesquisa de campo s…

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A coordenadora da Vigilância Ambiental de Sorriso, Claudete Damasceno e o técnico Charles de Barros, integram o grupo de técnicos, pesquisadores e agentes de combate a endemias de diversos municípios de Mato Grosso, que estão em Nova Mutum desde segunda-feira, dia 06, em uma capacitação em taxonomia, morfofisiologia, coleta e manejo de gastrópodes.

A formação, organizada pelo Escritório Regional de Saúde de Sinop, é voltada ao monitoramento de espécies de caramujos e integra aulas teóricas e práticas com a coleta de animais no Viveiro Municipal de Nova Mutum.

Claudete pontua que todos os espécimes recolhidos serão encaminhados para Cuiabá e posteriormente para análise laboratorial no Rio de Janeiro, onde especialistas irão identificar as espécies encontradas e avaliar se elas podem atuar como hospedeiras de parasitas responsáveis pela transmissão de doenças.

Participam da capacitação agentes de combate a endemias dos municípios de Cláudia, Vera, União do Sul, Tapurah, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Santa Carmem e Santa Rita do Trivelato. Além de acompanhar a pesquisa de campo, os agentes recebem orientações técnicas sobre identificação de espécies, formas de monitoramento e procedimentos de vigilância ambiental.

Entre as enfermidades que podem estar associadas a determinadas espécies de caramujos está a esquistossomose, popularmente conhecida como “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”. Segundo o Ministério da Saúde, a infecção ocorre quando uma pessoa entra em contato com água doce contaminada por larvas do parasita liberadas por caramujos infectados.

Outra preocupação dos pesquisadores são as angiostrongilíases, doenças causadas por vermes do gênero Angiostrongylus. Em humanos, essas infecções podem provocar quadros de meningite eosinofílica ou angiostrongilíase abdominal, dependendo da espécie do parasita envolvido.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, a pesquisa reforça a importância da vigilância ambiental em áreas úmidas, especialmente locais com água parada, vegetação abundante e grande circulação de pessoas. O monitoramento permite identificar precocemente possíveis riscos e orientar medidas de prevenção e controle, caso seja detectada alguma espécie de interesse sanitário.

As informações obtidas durante o levantamento e as análises laboratoriais servirão de base para aprimorar o trabalho dos agentes de combate a endemias que participam da capacitação, permitindo que eles atuem de forma ainda mais eficiente nas ações de vigilância ambiental e prevenção de doenças em Nova Mutum e nos demais municípios envolvidos. O conhecimento adquirido contribuirá para fortalecer a identificação de áreas de risco, a adoção de medidas preventivas e a orientação da população sobre os cuidados necessários.

As autoridades de saúde ressaltam que a presença de caramujos, por si só, não significa que exista transmissão de doenças. A confirmação do risco depende da identificação da espécie e da constatação de que ela esteja infectada por parasitas. Outras áreas úmidas do município também terão espécimes coletadas para uma análise mais ampla do cenário das possíveis doenças presentes nestes locais.

Enquanto os estudos seguem em andamento, a orientação é para que a população evite o contato direto com caramujos, não manuseie esses animais sem equipamentos de proteção e mantenha cuidados rigorosos com a higienização de frutas, verduras e legumes antes do consumo.

O levantamento contribuirá para ampliar o conhecimento sobre a fauna de moluscos presente em Nova Mutum e fortalecer as estratégias de vigilância em saúde ambiental em toda a região médio-norte de Mato Grosso, beneficiando diretamente os municípios participantes da iniciativa.



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