Polícia
Transferência de 70 presos marca início da redução da superlotação na Cadeia Pública de Alta Floresta
A transferência de 70 reeducandos da Cadeia Pública de Alta Floresta, realizada durante o último fim de semana, representa mais uma etapa do processo de redução da superlotação da unidade prisional. A ação foi executada por equipes especializadas da Polícia Penal de Mato Grosso e atende a medidas adotadas após pedido de interdição parcial do estabelecimento, que atende toda a comarca de Alta Floresta.
De acordo com informações apuradas pelo repórter Arão Leite da TV Nativa junto ao Ministério Público, a unidade abrigava aproximadamente 300 presos, apesar de possuir capacidade para apenas 162 internos. Conforme relatado pelo promotor de Justiça Paulo José Do Amaral Jarosiski, a taxa de ocupação da cadeia chegou a cerca de 180%, índice considerado superior à média registrada no sistema prisional estadual, estimada em aproximadamente 130%.
A operação ocorreu com o apoio do Serviço de Operações Especiais (SOE), grupo especializado da Polícia Penal do Estado de Mato Grosso. Dois ônibus foram utilizados para a remoção dos detentos classificados como de maior periculosidade. Moradores e pessoas que estavam nas proximidades da unidade registraram o momento da saída dos veículos.
Segundo as informações divulgadas, a maior parte dos transferidos é composta por presos já condenados, que deverão permanecer em unidades prisionais de maior porte localizadas na região metropolitana da capital. Entre os destinos estão a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá e na Penitenciária Agamenon Lemos Dantas em Várzea Grande.
A medida faz parte de uma reestruturação do funcionamento da Cadeia Pública de Alta Floresta. A proposta defendida pelo Poder Judiciário é que a unidade passe a atuar prioritariamente como estabelecimento de custódia provisória, recebendo presos enquanto aguardam julgamento ou definição processual. Após condenação definitiva, os detentos deverão ser encaminhados para unidades compatíveis com o cumprimento de pena.
Apesar da transferência realizada, a situação ainda está distante da capacidade considerada adequada. Com a saída dos 70 internos, a unidade continua abrigando cerca de 200 reeducandos, número ainda superior ao limite estrutural previsto para o local.
Conforme avaliação do Ministério Público, novas transferências deverão ocorrer nos próximos meses para adequar a ocupação da cadeia aos parâmetros estabelecidos pelas autoridades responsáveis pela execução penal. A expectativa é que o processo contribua para reduzir a superlotação, melhorar as condições de custódia e adequar o funcionamento da unidade ao modelo previsto para o sistema prisional da região.
*com informações Arão Leite – TV Nativa
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